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Em pedido de recuperação judicial, empresa afirma que medida limitou a atuação dos sócios em suas operações

Reuters

O Grupo Rede Energia alegou, em seu pedido de recuperação juidical, que a intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em suas concessionárias acabou agravando sua situação financeira.

O grupo protocolou o pedido na sexta-feira passada e, nesta segunda-feira, a Bovespa suspendeu as negociações das ações da empresa.

No pedido de recuperação judicial, cuja cópia doi disponibilizada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os advogados da empresa sustentam que, "além de todas as dificuldades que as requerentes já estavam enfrentando, no dia 31 de agosto de 2012, a Aneel decidiu intervir nas concessionários de energia elétrica do grupo, limitando a atuação dos sócios em suas operações".

"Desse modo, a Rede Energia, Denerge, Vale do Paranapanema e a QMRA --que, lembre-se, são empresas de participação e não possuem operação-- acabaram por não ter acesso a sua única geração de caixa: os eventuais dividendos que suas subsidiárias lhes proporcionariam", continua o documento.

O texto também ressalta que o pedido não fere a determinação da Medida Provisória 577, que proíbe a recuperação judicial de concessionárias do setor elétrico, uma vez que a solicitação está sendo feita na controladora, que não é empresa operacional.

No mesmo documento, o Grupo Rede informou que sua unidade de comercialização de energia, a CTCE, foi "temporariamente desativada".

O pedido sustenta, porém, que o grupo rede é "plenamente recuperável" e que um entrave importante à sua saúde financeira era a distribuidora paraense Celpa, já vendida para a Equatorial Energia.

A Equatorial e a CPFL, inclusive, estão em tratativas com o Grupo Rede para a compra nas empresas do grupo sob intervenção.

(Por Leonardo Goy)


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