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Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), se nenhuma empresa transmissora aceitar a proposta de renovação da concessão, a redução das tarifas cairia de 20 para 18%

Reuters

O impacto de todos os ativos de transmissão de energia a serem renovados na redução de tarifas é de cerca de 2 pontos percentuais, disse nesta terça-feira o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner. Isso significa que, se nenhuma transmissora aceitar a proposta do governo, a redução média de tarifas para os consumidores prometida pela presidente Dilma Rousseff cairia de 20 para 18%.

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A transmissora Cteep, uma das elétricas mais afetadas pela renovação antecipada das concessões e responsável pelo transporte de quase 100% da energia do Estado de São Paulo, anunciou que vai propor aos acionistas que rejeitem a proposta do governo de prorrogação antecipada dos contratos, mediante redução das receitas.

Hubner não disse qual seria o impacto específico de uma eventual desistência da Cteep. Ele, entretanto, considera que a empresa "tem vantagem em renovar". Na análise do diretor-geral da Aneel, se mantiver seus ativos por mais 30 anos, a Cteep teria como obter novas receitas por meio de reforços nas suas linhas.

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"Se você pegar os valores de tarifas das empresas, elas têm mais receitas nas tarifas com autorizações (de reforços) naquela base do que com o investimento original que foi feito...Eu sei que o pessoal da Cteep também está analisando isso. Estão vendo quanto eles ganham com autorizações que são feitas de reforços na sua base."

As ações da Cteep avançavam mais de 10% às 13h47 na Bovespa, em reação a decisão da empresa, anunciada na noite de segunda-feira, de recomendar a não renovação da concessão que vence em 2015.

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