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Confirmando a vocação da cidade do Rio para tecnologia, a Microsoft foi a última empresa a anunciar R$ 200 milhões para a revitalização de um prédio histórico na região

O número de empresas que se instalará na área do Projeto Porto Maravilha cresce a cada dia. Fontes do setor garantem que a Oi tem projetos para mudar a sua sede para a região (apesar de a companhia não confirmar a informação), acompanhando a decisão tomada pela GVT, que investiu R$ 5 milhões na reforma de um prédio no local, e o Banco Central do Brasil, que vai empregar R$ 80 milhões em sua nova sede. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também prevê se instalar na região.

Investimento de R$ 7 bilhões muda a face do Porto do Rio

Confirmando a vocação da cidade do Rio para tecnologia, a Microsoft foi a última empresa a anunciar R$ 200 milhões para a revitalização de um prédio histórico na região, que vai abrigar uma aceleradora de negócios, um Laboratório de Tecnologia Avançada e um centro de desenvolvimento da plataforma de busca da companhia, o Bing. No primeiro semestre, a Cisco havia anunciado R$ 50 milhões para a instalação de um Centro de Inovação, na Avenida Presidente Vargas, que apesar de distante da área principal, faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária. A área do Porto Maravilha abriga o Centro de Operações da Prefeitura do Rio e em breve englobará também o Centro de Segurança do Governo do Estado.

Os edifícios comerciais serão um dos destaques da região do Porto do Rio. Grandes empresas, como Tishman Speyer, MDL Realty, CHL, São Carlos, Fibra Experts, além da Sandria Projetos e Construções anunciaram investimentos. Especula-se ainda que, em vez de construir uma nova sede, a Oi poderia ocupar um dos prédios da MDL.

Segundo Marcelo Haddad, diretor-executivo da Rio Negócios, as empresas são atraídas porque a cidade está próxima dos centros comerciais e industriais do país; possui um complexo educacional de engenharia quatro vezes melhor do que outras cidades; abriga grandes empresas, como Vale e Petrobras; e capta talentos. “O acesso ao capital é outro atrativo. É aqui que estão Finep, BNDES e os fundos de pensão”, finaliza.

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