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Mudanças no aeroporto começarão na próxima semana e envolvem investimentos de R$ 9,5 bi em 30 anos

O aeroporto de Viracopos, em Campinas, começa na próxima semana mais uma fase de mudança para conseguir alcançar um movimento de 14 milhões de passageiros já em 2014 e chegar a 80 milhões em 2038.

O compromisso de ampliar a circulação de passageiros em Viracopos está acompanhado da previsão de torná-lo um aeroporto-cidade, com serviços, shopping center, centro de convenções e rede hoteleira, além de toda a infraestrutura necessária para que mais companhias aéreas possam pousar e decolar em Campinas. A responsabilidade do projeto é do consórcio Aeroportos Brasil Viracopos, que no dia 14 assume as operações em parceria com a Infraero por um prazo de 90 dias.

A partir de 2013, o consórcio passa a ser integralmente responsável pela administração do aeroporto. Formado pela Triunfo Participações, UTC Engenharia e pela companhia francesa Egis, especializada em transportes, preveem investir ao longo dos 30 anos de concessão R$ 9,5 bilhões no projeto. Parte deste valor vem de financiamento do BNDES. A concessionária venceu o leilão do aeroporto em 6 de fevereiro deste ano e no final de agosto deu início ao primeiro ciclo de obras no local.

Na primeira fase das obras, o consórcio vai desembolsar cerca de R$ 2,06 bilhões para que seja erguido um novo terminal de passageiros. A estrutura terá 28 pontes de embarque, sete posições de estacionamento de aviões e um edifício-garagem com 4 mil vagas para veículos. O diretor de Comunicação e Marca da Azul Linhas Aéreas, Gianfranco Beting, acredita que as mudanças no terminal vão impulsionar ainda mais a aviação comercial a partir de Viracopos e, consequentemente, ajudará também a Azul, que tem base em Campinas, a crescer para todo o país e para o exterior.

“Ficamos muito otimistas com as propostas da nova administradora, ainda que nunca tenhamos tido problemas com a Infraero em sua administração. Percebemos que o consórcio vem ‘com a faca no dente’ para fazer coisas que antes eram proteladas. A coisa já está acontecendo e certamente os investimentos programados vão dotar o aeroporto de uma capacidade que vai ser fundamental para que a Azul possa continuar crescendo no ritmo que pretende crescer e que a região já demanda”, diz Beting.

O executivo afirma que a Azul tem projetos muito sólidos de construir um hub intercontinental que a região demanda. “Com a capilaridade que temos em todo o Brasil vamos conseguir aumentar o atendimento da nossa malha e lá para frente voar para o mundo”, prevê.

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