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Tomalsquim, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, diz que para crescer o País precisa aumentar a produtividade de usinas hidrelétricas e reduzir o custo da energia

Agência Estado

Agência Vale
"A vida útil de uma hidrelétrica é muito longa, o lucro para as empresas é justo desde que seja obtido no período da concessão", Tolmasquim

O patrimônio criado na construção da infraestrutura de energia elétrica no País pertence aos brasileiros e não a grupos econômicos. Quem defende é o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Segundo ele, a única maneira de o Brasil crescer é por meio do aumento da produtividade, e um dos elementos fundamentais para essa expansão é a redução do custo de energia. "Baixar o custo de energia é elemento fundamental para o Brasil crescer."

Tolmasquim observou que, para construir uma hidrelétrica, é preciso ter muitos recursos. Em contrapartida, lembrou, a vida útil de uma hidrelétrica é muito longa. "É como se fosse uma pirâmide, que tem centenas de anos", comparou. Por conta desse quadro, o executivo disse que considera o lucro para as empresas que atuam no setor não apenas uma regra do jogo, mas algo justo, desde que seja obtido no período da concessão. "Mas lucro extraordinário, depois desse prazo, não deve ser apropriado pelo grupo A, B ou C, mas pela sociedade que pagou pelas usinas."

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Tolmasquim disse ser fácil entender que quem estava ganhando queira continuar ganhando "eternamente". "Mas não é razoável que o governo deixe isso ocorrer indefinidamente. Além disso, o prazo está se esgotando em 2015." O presidente da EPE mencionou que o governo está propondo um negócio para os participantes do processo. "Se você tiver interesse, continue a operar essas usinas com uma margem de lucro normal, e não mais aquele lucro todo", alegou.

Tolmasquim destacou que nenhuma empresa é obrigada a aceitar a proposta do governo. "Tivemos preocupação de respeitar contratos, mas foi o consumidor que pagou pela construção dessa usina. Se aceitarem agora, vamos dar mais 30 anos para vocês operarem", disse. "Ou você aceita a proposta do governo e ganha mais 30 anos ou devolve a usina em 2015", continuou. Segundo Tolmasquim, caberá a cada companhia fazer suas contas para ver qual a melhor decisão a tomar. De qualquer forma, lembrou, a partir de 2015 a usina tem de voltar para o governo.

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