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Valor investido foi reajustado para R$ 4,8 bilhões

Brasil Econômico

Atualmente, o estaleiro, que pertence à empresa do grupo EBX do empresário Eike Batista, está com 30% das obras já concluídas.

O diretor-presidente da OSX, Carlos Bellot, garantiu que as obras do estaleiro do Açu, em São João da Barra, no norte do Rio de Janeiro, estarão entregues em meados de 2014, com início de operação parcial no primeiro trimestre de 2013. As obras foram iniciadas em julho de 2011.

“A escavação do canal já atingiu 4.700 metros, com quase 10 metros escavados por dia”, disse Bellot, em teleconferência sobre os resultados da empresa.

Ele afirmou ainda que no final de setembro já havia sido construído 150 metros de cais. “Isso é muito importante, pois a primeira embarcação será construída neste cais”, completou. O navio será um apoio às atividades das plataformas para a empresa Sapura. Hoje, o estaleiro da OSX está com 30% de avanço físico nas obras.

O valor investido foi reajustado para R$ 4,8 bilhões. “Este valor foi elevado por causa do redimensionamento do porto de Açu, não só no tamanho, mas também de engenharia. Além disso, a inflação de custos foi muito grande e isso impactou o nosso orçamento, assim como a variação cambial. Quando fechamos alguns contratos, o dólar estava em R$ 2,70 e agora está em R$ 2”, explicou o presidente.

Diante disso, o endividamento consolidado da companhia subiu para R$ 4,514 bilhões em setembro, sendo R$ 898,9 milhões referentes à Unidade de Construção Naval do Açu, R$ 708,6 milhões do FPSO OSX-1, R$ 1,59 bilhão em empréstimo referente ao OSX-2 e R$ 1,017 bilhão referente ao FPSO OSX-3.

No segmento das parcerias, João Borges, diretor financeiro e de relações com os investidores da OSX, diz que a única que foi julgada pertinente foi a parceria com Petrobras. “Nosso estaleiro é de quinta geração. Não temos a determinação de firmar novas parcerias, mas também não descartamos novas possibilidades se for pertinente”, declarou Borges.

Plataformas

A primeira plataforma de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, OSX-1, está em funcionamento desde janeiro de 2012. Já a OSX-2, que está em construção em Cingapura, possui avanço físico de 74% e a entrega está mantida para o terceiro trimestre do ano que vem. “Tudo está dentro do prazo estipulado”, disse Borges.

Em relação às plataformas fixas de produção de petróleo, WHP-1 e WHP-2, a serem fretadas e operadas por subsidiárias da OSX para a petrolífera OGX, a OSX aguarda especificações técnicas da cliente OGX quanto às características dessas unidades para dar continuidades nas obras, que iniciaram em junho de 2012.

“Continuamos confiantes e otimistas com a luz verde que a OGX deu para a OSX. Só não tenho como afirmar que está tudo certo”, complementa o diretor financeiro.

Resultado trimestral

João Borges destacou o desempenho do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) que foi de R$ 13,1 milhões no terceiro trimestre, ante o prejuízo de R$ 21,5 milhões reportados no mesmo período de 2011 e de R$ 136 milhões no acumulado do ano.

Para ele, este resultado foi reflexo das operações de leasing (aluguel). Esta unidade de negócio concentra as Unidades de Exploração & Produção Fretadas à clientela da OSX no setor de petróleo e gás natural, por meio de contratos de afretamento de longo prazo. n<EN>

Perda de valor na bolsa ultrapassa R$ 69 bilhões

Juntas, as cinco empresas de Eike Batista, reunidas sob o nome Grupo EBX, já perderam 70% em valor de mercado desde o pico das cotações das ações na BM&FBovespa (15 de outubro de 2010). Nada menos do que R$ 69,1 bilhões desapareceram desde então — o valor é equivalente, em dólares, à fortuna do bilionário Bernard Arnault, dono da Louis Vuitton: US$ 41 bilhões (ou R$ 68,66 bilhões, segundo câmbio de 31 de dezembro do ano passado).

Segundo a Forbes, Arnault era o o quarto homem mais rico do mundo no ano passado, enquanto EIke apareceia em sétimo, com US$ 30 bilhões, ou R$ 50,24 bilhões na época.

As empresas do grupo, claro,sofreram junto com o mercado, local e internacional. E, também, são todas (com exceção da MMX) pré-operacionais.

Mas para alguns especialistas, há razões além dessas para explicar o mau desempenho dos papeís da empresa na bolsa.

Para uma fonte próxima das empresas X, que prefere não se identificar, as ações do grupo sofrem desvalorização porque o cenário das bolsas de valores está relacionado à expansão da crise econômica na Europa e suas sequelas para o resto do mundo. Para ele, apesar da descrença nos papéis ser real, as ações x apresentam são especulativas e sobem mais quando o Índice Bovespa (Ibovespa) também sobe. E caem mais quando a bolsa apresenta queda.

“Este é o cenário atual Por isso, é preciso esperar a melhora do cenário externo e estamos vinculados a isso. O ano de 2013 deverá começar com dificuldades para as empresas e melhorar ao longo dos meses seguintes. Pelo menos é isso que se espera”, acrescentou o especialista.

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