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"Cada torre paga, anualmente, cerca de R$ 1,4 mil a R$ 1,5 mil de taxa de fiscalização, por exemplo. Poderíamos reduzir isso pela metade", disse o ministro das Comunicações

Agência Estado

Para incentivar que as empresas de telefonia compartilhem as torres de antenas da quarta geração (4G), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sugeriu nesta terça-feira que haja um desconto nas taxas pagas anualmente pelas companhias por essas estruturas, quando tiverem o uso dividido. Bernardo pediu que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estude a melhor forma de desonerar essas torres.

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"Cada torre paga, anualmente, cerca de R$ 1,4 mil a R$ 1,5 mil de taxa de fiscalização, por exemplo. Poderíamos reduzir isso pela metade, ou 60%, caso a estrutura seja compartilhada", afirmou. "Considerando que vamos precisar de 30 mil a 40 mil novas antenas nos próximos anos para o 4G, o desconto para o setor seria considerável", completou. Ele disse acreditar que a mudança possa ser feita por meio de um simples regulamento da Anatel, sem precisar de uma alteração na legislação.

Durante ato de assinatura dos contratos do 4G na sede da agência reguladora, Bernardo disse que as perspectivas para o mercado brasileiro de telecomunicações são muito positivas para os próximos anos, mas ponderou que a carga tributária do setor ainda é muito alta. "Precisamos trabalhar para baixar esse custo. Temos feito alguns esforços nesse sentido junto ao Congresso. A desoneração dos smartphones é um exemplo", concluiu.