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Executivo Rogério Tostes diz que novas captações na renda fixa seriam para rolar dívidas, mas sem urgência, pois a empresa tem geração de caixa suficiente

Agência Estado

A TIM não prevê captações até o fim do ano, afirmou nesta quinta-feira (27) o diretor de Relações com Investidores da companhia, Rogério Tostes, embora tenha destacado que "descartar" operações seria "muito forte".

"Ano passado, fizemos (uma captação) para pagar (a aquisição) da Atmos, R$ 1,7 bilhões, uma das maiores colocações do mundo no segundo semestre", afirmou Tostes, após participar de seminário promovido pela Apimec no Rio, completando que novas captações na renda fixa seriam para rolar dívidas, mas sem urgência, pois a empresa tem geração de caixa suficiente.

Tostes também disse que o impacto da suspensão de vendas de chips por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi "imaterial", com redução abaixo de 1% na receita do terceiro trimestre. Mesmo com a suspensão, terminada em agosto, a TIM deverá encerrar o ano com alta de 15% a 20% no número de novas linhas de celular, segundo o executivo.

"A gente continuou vendendo serviços para o pós-pago, para quem existia na base, o que limitou bem o impacto negativo. Tem um impacto muito maior de imagem e, por isso, estamos num processo de reestruturação de marketing e propaganda", afirmou. Tostes também destacou que a aquisição de novos clientes retomou o ritmo em agosto.

Segundo ele, a TIM respondeu por cerca de metade das novas aquisições do mês passado, pelos dados da Anatel. Assim, não será preciso aumentar a agressividade comercial para recuperar terreno até o fim do ano. "A TIM tem uma proposta muito transparente de voz e dados. A oferta já é por si agressiva", disse Tostes.