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Estimativa coincide com a chegada da tecnologia às 12 cidades-sede da Copa de 2014

Agência Estado

Altos preços ainda são desafios para o 4G
AE/ITACI BATISTA
Altos preços ainda são desafios para o 4G

As preocupações com possíveis gargalos nos serviços de quarta geração (4G) estão voltadas para o final de 2013, quando a tecnologia deverá atingir todas as cidades-sede da Copa do Mundo, segundo executivos das operadoras. Mesmo com a prestação dos serviços de 4G a partir de abril do próximo ano, a baixa escala de aparelhos e os preços iniciais mais elevados dessa tecnologia devem gerar uma menor adesão ao serviço.

- Governo quer acelerar Lei das Antenas nas sedes da Copa das Confederações

O presidente da Telefônica/Vivo, Antonio Carlos Valente, prevê que quando o 4G estiver operando nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, já existirá uma maior oferta de aparelhos compatíveis com a tecnologia. Isso provocará uma redução dos preços e aumento do uso.

"Com a entrada de grandes projetos (de 4G), como na Alemanha, haverá uma maior oferta mundial de equipamentos. Aí, sim, é de se imaginar um crescimento do tráfego de dados e a questão das antenas se tornará mais complexa, pois vão ser 12 cidades", afirmou. Valente reforçou que, a partir de abril de 2013, problemas na prestação dos serviços de 4G poderão ocorrer, sobretudo no Rio de Janeiro, que, além de ser uma das duas maiores cidades do País, conta com uma legislação mais complexa para instalação de antenas.

"A preocupação existe com o Rio, que vai estar na Copa das Confederações, mesmo que o número de aparelhos e de tráfego de dados seja menor", ressaltou.

O diretor de inovação da TIM, Janilson Bezerra, também projeta dificuldades na prestação dos serviços caso não haja um acompanhamento no crescimento da infraestrutura. "O caso das antenas é complicado pela legislação. Além disso, os serviços de 4G precisam de uma infraestrutura mais parruda", afirmou, em relação à necessidade de instalação de um número maior de antenas próximas umas das outras, numa quantidade superior à que o serviço de 3G demanda.

Segundo Bezerra, em abril de 2013, a baixa demanda pelos serviços de 4G não deverá trazer transtornos à rede. Especialmente para o período da Copa do Mundo, ele disse esperar que os serviços de 3G e HSPA Plus - que contam com picos de velocidade até três vezes superiores à do 3G - sejam os meios de conexão mais utilizados no evento esportivo. "O 4G deverá ter apenas um papel auxiliar na Copa", afirmou. (Rodrigo Petry)