Tamanho do texto

Segundo construtora, demanda é sustentada por taxa de desemprego baixa, criação de vagas de trabalho, massa salarial crescente e carteira de crédito imobiliário em alta

Agência Estado

A procura por imóveis residenciais no País está forte e continuará assim, baseada em pilares como taxa de desemprego baixa, continuidade na criação de vagas de trabalho, massa salarial crescente, carteira de crédito imobiliário em alta e forte confiança dos consumidores. A avaliação foi feita na manhã desta quinta-feira pelo vice-presidente financeiro da incorporadora Cyrela Brazil Realty, José Florêncio, durante seminário promovido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em São Paulo.

LeiaVeja quais são os bairros mais caros e baratos de SP e RJ

"A decisão de compra de um apartamento é de longo prazo, e o consumidor tem mostrado confiança em que manterá seu emprego nos próximos anos", disse.Florêncio observou também que o total de novos lares na sociedade avança mais que as taxas de crescimento da população. "As famílias estão menores, e a demanda por novas moradias está crescendo", disse. Segundo ele, a população do País deve avançar 12% entre 2010 e 2030, enquanto o número de lares deve aumentar 42%.

Em relação ao perfil dos clientes, existe uma tendência de maior participação da classe média nas vendas de imóveis, de acordo com Renato Meirelles, sócio-diretor da consultoria Data Popular. Segundo ele, 83% das pessoas com interesse em comprar um imóvel nos próximos 12 meses estão na classe média e de baixa renda.

E ainda : preço dos imóveis em SP e RJ subiu mais que principais aplicações em 2012

No caso dos preços da habitação, Florêncio afirmou que, apesar da alta nos valores, a compra ficou mais acessível por causa da flexibilização nas taxas de juros e prazos de pagamento. De acordo com simulação feita pela incorporadora, o comprometimento da renda com financiamentos caiu de 25,0% em 2011 para 24,5% em 2012 devido a essas melhoras nas condições de financiamento. "O imóvel está mais acessível do que no ano passado, apesar da alta nos preços", disse.