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Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez são citadas como interessadas em construir hidrelétricas na região da Patagônia

Agência Estado

O ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, disse nesta quinta-feira (20) que diversas empresas brasileiras de engenharia, como Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, demonstraram interesse em participar da licitação para a construção das usinas hidrelétricas Presidente Néstor Kirchner e Governador Jorge Cerpernic.

As usinas serão construídas no rio Santa Cruz, província de Santa Cruz, na região da Patagônia, e terão capacidade combinada de 1,74 mil MW. Segundo ele, agora as empresas buscam um sócio argentino e uma solução de financiamento, duas das condições da licitação. Vido destacou que, além de um empréstimo do BNDES, as empresas também poderiam buscar um financiamento junto a instituições "globais".

A presidente Cristina Kirchner anunciou no final de agosto a licitação do projeto, que já havia sido licitado há dois anos para um consórcio formado pela Andrade Gutierrez e a IMPSA. Na ocasião, o projeto era estimado em US$ 4 bilhões, dos quais 88% seriam de financiamento público. Em abril deste ano, após expropriar a petroleira YPF, Cristina Kirchner anulou a concorrência.

Agora, o projeto é estimado em US$ 5 bilhões, e os empreendedores terão de se responsabilizar por 50% dos investimentos. Vido esteve hoje na sede da Fiesp, onde apresentou para cerca de 60 empresários convidados as condições para participação das empresas brasileiras na licitação. Ele comentou que ainda terá encontros com representantes de empresas russas e chinesas.