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Rede de hotéis dá primeiro passo fora de Brasília e lança empreendimentos em quatro capitais

Em 1992, Ana Paula Faure trocou São Paulo por Brasília para cuidar da implantação de uma série de hotéis da Encol. Mas só deu tempo de tirar dois empreendimentos do papel antes da falência da companhia ser decretada, em 1999. A experiência de trabalho na maior incorporadora do país dos anos 1990, apesar de um pouco frustrante, fez Ana Paula permanecer na cidade e achar seu novo caminho: o segmento de longa estadia.

Ela criou a Hplus que, após dez anos, acumula oito hotéis sob sua administração e prepara-se para dar o primeiro passo fora da capital brasileira. A empresa deve anunciar em breve o lançamento de quatro hotéis na cidades de Palmas, Belém, Goiânia e Cuiabá. “Três contratos já foram assinados”, afirma Otto Sarkis, sócio de Ana Paula na Hplus, sem dar detalhes a respeito das incorporadoras responsáveis pelos projetos. Paralelamente a estas negociações, os sócios concentram-se na inauguração de mais quatro hotéis em Brasília, os quais devem ficar prontos em meados do ano que vem. O acréscimo destes empreendimentos no portfólio da Hplus elevará o faturamento bruto de R$ 60 milhões da empresa (previsão em 2012) para R$ 300 milhões em 2014, ano da Copa do Mundo. A estimativa é que até lá o mercado hoteleiro invista R$ 7,3 bilhões em 198 novos hotéis, segundo a consultoria BSH International.

Novo segmento

Durante uma década de atuação em Brasília, a Hplus concentrou-se no segmento de longa estadia. A estratégia faz sentido, já que os principais clientes são políticos e assessores os quais fazem da cidade uma segunda residência. No entanto, em sua expansão para outras regiões do país a aposta será no sistema de cobrança de diárias.

A companhia tem um jeito peculiar de trabalhar. Cada um de seus oito hotéis em operação possui um nome diferente. Esta característica faz com seja mais difícil o reconhecimento deles como uma única rede por parte do consumidor final. A Accor Hotels, por exemplo, possui 15 diferentes bandeiras e cada uma delas possui um perfil específico. Sarkis não acredita que esta estratégia seja um problema para a Hplus. “Sempre que fechamos parceria com uma incorporadora para a administração de um hotel, o projeto arquitetônico já está pronto e com nome. É uma relação da incorporadora com os investidores que compram as unidades do empreendimento”, diz. Para o empresário, não faz sentido mudar uma marca com a qual os compradores dos apartamentos já se identificaram.

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