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Projeção de faturamento para 2012, quando a maior parte do dinheiro ainda irá para os cofres da Infraero, é de R$ 1,2 bilhão, do qual 60% obtidos com taxas aeroportuárias

A concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A., criada pelo consórcio formado pela Invepar e a ACSA para assumir a administração de Cumbica, pretende triplicar a receita anual do empreendimento em cinco anos. Neste ano, a projeção é de que o faturamento do aeroporto fique por volta de R$ 1,2 bilhão. Em 2016, portanto, a previsão é de que chegue aos R$ 3,6 bilhões. A declaração é do presidente da empresa, Antonio Miguel Marques, que apresentou nesta quarta-feira o plano de expansão de Cumbica para 20 anos, prazo da concessão.

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Segundo Marques, a relação entre receitas tarifárias e comerciais também deverá mudar radicalmente. Hoje, o aeroporto de Guarulhos tem cerca de 60% da receita atrelada a tarifas aeroportuárias. É dinheiro que vem do que as companhias aéreas pagam para pousar, decolar e manter seus aviões estacionados no pátio. Ou o valor que os passageiros pagam para embarcar, entre outras receitas. Os 40% restantes vêm de fontes como o aluguel de espaços comerciais e dos estacionamentos.

Com as reformas previstas nos terminais atuais, a expectativa já é de que em 2013 as receitas não tarifárias superem as tarifárias, diz o executivo. E, com a entrada em operação do terminal três, a partir de 2014, tendem a crescer em ritmo acelerado até chegar a 70%, em cinco anos.

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De acordo com Marques, os atuais contratos com os fornecedores de serviços e de locação já estão sendo estudados e renegociados. Uma equipe foi criada internamente para se dedicar à tarefa, com o apoio de consultores da Ernest&Young.

O executivo afirma que alguns contratos são mais difíceis de romper, caso haja interesse da concessionária, porque muitas das funções desempenhadas nos aeroportos exigem que os funcionários tenham certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Outros contratos ainda tem prazo de validade longo. Os mais extensos têm horizonte de renovação em cinco anos. "Mas a maioria vence em até 24 meses", afirma.

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Transição

O processo de transição da gestão da Infraero para a da nova concessionária foi iniciado em meados de agosto. Como previsto em contrato, nos primeiros três meses o aeroporto continuará a ser operado pelos cerca de 1,5 mil funcionários diretos da estatal, que serão acompanhados de funcionários da Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A.. Durante todo esse período, as receitas com o aeroporto continuam a ir para os cofres da Infraero.

No novembro, a lógica se inverte e são os funcionários da concessionária que assumem a operação, sob a supervisão da Infraero. As receitas, porém, passam a ser da concessionária. Depois de mais três meses, em fevereiro de 2013, o desempenho será avaliado e, caso seja aprovado, a Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. assume sozinha o empreendimento.