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Porto será construído a 240 quilômetros de Montevidéu, na costa atlântica e custará pelo menos US$ 700 milhões em investimentos público e privados

Reuters

MONTEVIDÉU, 28 Jun (Reuters) - O governo do Uruguai aprovou a construção de um megaporto de águas profundas em sua costa atlântica que exigirá investimento público e privado de pelo menos US$ 700 milhões, com o objetivo de dinamizar o trânsito de matérias-primas do país e da região para o resto do mundo.

O porto será construído no departamento de Rocha, a cerca de 240 quilômetros de Montevidéu, sobre uma rodovia nacional. A construção deve expropriar quase 500 terrenos privados, de acordo com decreto assinado na noite de quarta-feira pelo presidente uruguaio, José Mujica.

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"O poder executivo entende como prioritário a concretização das obras e o funcionamento do porto no menor prazo possível, dado o alto impacto positivo na estrutura produtiva, econômica e logística para o comércio exterior da região e seu valor estratégico", afirma o documento.

Com a medida, o Uruguai quer gerar um novo pólo de entrada e saída de produtos, potencializando o trânsito rodoviário e ferroviário com os países vizinhos, especialmente com aqueles que não têm saída para o mar.

"O estudo preliminar afirma que o investimento inicial para o terminal de carga multipropósito será de cerca de US$ 700 milhões, mas esse montante tenderá a crescer na medida em que, em quatro ou cinco meses, tenhamos o plano mestre", disse à Reuters o subsecretário de Economia, Luis Porto.

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A expectativa é que o projeto permita um descongestionamento do porto de cargas de Montevidéu e que se converta em um enclave para navios de grande calado que atualmente chegam nos congestionados terminais de Buenos Aires e Rio Grande.

A área escolhida para o projeto dispõe de profundidade natural que alcança 20 metros.

O objetivo do governo é que o projeto seja desenvolvido por uma parceria entre Estado e investidor particular. Dias atrás, o premiê chinês, Wen Jiabao, manifestou interesse em apoiar o empreendimento durante visita oficial ao Uruguai.

(Por Malena Castaldi e Felipe Llambías)

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