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Novo diretor do Paraguai da hidrelétrica  defendeu a redução da venda de energia elétrica excedente aos brasileiros e o "uso pleno" dessa energia em território paraguaio

Reuters

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta terça-feira que não vê possibilidade de qualquer interrupção no fornecimento de energia da hidrelétrica de Itaipu para o Brasil, em meio à crise política que envolve o vizinho Paraguai e depois troca do diretor-geral paraguaio da usina.

Lobão ressaltou que a venda de energia da usina é regida por tratado e só pode ser alterada pelos parlamentos do Paraguai e do Brasil. "Se por absurdo houvesse alguma alteração no congresso paraguaio não haveria no congresso brasileiro", disse ele.

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Lobão acrescentou ainda que "se o Brasil eventualmente concordasse em entregar a energia para a direção deles, não teriam onde vender a não ser no Brasil".

Segundo ministro não há linhas de transmissão disponíveis para levar energia a algum outro mercado "e nem comprador".

O novo governo do Paraguai nomeou na segunda-feira Franklin Rafael Boccia Romañach como o novo diretor-geral paraguaio da usina hidrelétrica de Itaipu, no lugar de Efraín Enríquez Gamón.

No discurso de posse, o novo diretor da usina compartilhada com o Brasil defendeu a redução da venda de energia elétrica excedente aos brasileiros e o "uso pleno" dessa energia em território paraguaio.

Pelo tratado entre os dois países, o Paraguai tem direito a 50% da eletricidade produzida na usina.

Atualmente, o país vizinho consome somente 10% da energia gerada em Itaipu e vende o excedente ao Brasil, que paga cerca de 360 milhões de dólares anuais por essa energia.

(Reportagem de Leonardo Goy; Texto de Gustavo Bonato; Edição de Fabíola Gomes)

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