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A percepção sobre a situação financeira das construtoras, no entanto, melhorou nesse período, segundo levantamento realizado pelo Sinduscon-SP

Queda se deve à incerteza dos empresários em relação ao sucesso das ações do governo para estimular a economia
AE
Queda se deve à incerteza dos empresários em relação ao sucesso das ações do governo para estimular a economia

Os empresários da construção civil estão menos otimistas em relação ao futuro de suas empresas e aos rumos da economia brasileira, segundo pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

A Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil mostra que o indicador relativo à perspectiva de desempenho futuro das empresas caiu 7,6% entre fevereiro e maio, ao passar de 59,3 pontos para 54,7 pontos, refletindo o impacto do cenário macroeconômico no setor. Nos 12 meses encerrados em maio o indicador recuou 4,3%.

A percepção dos empresários em relação à política econômica do governo também piorou nos três meses encerrados em maio, passando de 52,8 pontos para 48,4 pontos, queda de 8,3%. No ano, entretanto, o índice continuou avançando 14,6%.

A deterioração dos indicadores nos três meses encerrados em maio se deve, de acordo com avaliação do SindusCon-SP, à incerteza dos empresários em relação ao sucesso das ações do governo para estimular a economia, ante o cenário internacional de crise. A pesquisa destaca, no entanto, que houve melhora na situação financeira das construtoras.

O indicador de dificuldades financeiras caiu 14% nos três meses encerrados em maio, para 43 pontos. A percepção é reflexo do ciclo de cortes na taxa básica de juros, iniciado em agosto do ano passado e responsável pela redução dos encargos das construtoras.

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