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Companhia elétrica espanhola teve US$ 900 milhões de lucro com a brasileira NeoEnergia

EFE

O presidente da Iberdrola, Ignacio Sánchez Galán, durante assembleia de acionistas em Bilbao
EFE/Alfredo Aldai
O presidente da Iberdrola, Ignacio Sánchez Galán, durante assembleia de acionistas em Bilbao

A companhia elétrica espanhola Ibedrola mantém as negociações para consolidar as participações que a empresa tem no Brasil, onde detém 39% da Neoenergia e no ano passado adquiriu 100% da Elektro. Em discurso à imprensa após uma reunião do conselho de acionistas, o presidente da elétrica, Ignacio Sánchez Galán, disse que as conversas continuam e "vão bem".

Segundo fontes da Iberdrola, a normativa internacional de contabilidade vai mudar e obriga a companhia a consolidar para melhorar seus resultados. Para conseguir essa consolidação contábil, a Iberdrola tem de passar dos atuais 39% da participação que tem na Neoenergia para 51%. Por isso, negocia com os diversos sócios para atingir essa porcentagem.

Sánchez Galán enfatizou a necessidade de se buscar "um caminho para poder consolidar as participações de forma contábil" que a Iberdrola tem no Brasil.

"Temos de fazer ajustes para ver como temos de fazer, via acordo de acionistas ou aumento de participações". O presidente da Iberdrola destacou que não é intenção da companhia sair do Brasil. "Muitos gostariam de comprar nossas participações em um país emergente".

Também ressaltou que a espanhola se entende "maravilhosamente bem" com seus sócios brasileiros, com os quais, segundo ela, mantiveram cerca de 15 anos de acordos "por unanimidade".

Sánchez Galán afirmou que a Iberdrola sempre reinvestiu o gerado no Brasil - "caso único e insólito" - e disse que investiu e ampliou capital nos momentos em que o país tinha dificuldades para captar recursos, no início dos anos 2000.

O negócio no Brasil forneceu no ano passado a Iberdrola cerca de US$ 900 milhões de lucro bruto através da Neoenergia - na qual a empresa espanhola tem 39% do capital - e a Elektro, companhia que opera nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e que foi adquirida em abril de 2011 por US$ 2,4 bilhões.

Sánchez Galán destacou em seu discurso à Junta de Acionistas a plena integração da Elektro na Iberdrola "em um tempo recorde", graças a seus 3,9 mil "profissionais altamente qualificados". Em consórcio com a Eletrobrás, a Iberdrola iniciou as obras da hidrelétrica de Belo Monte, que com 11 mil MW será a segunda maior da América e a terceira do mundo.



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