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Como motivos, empresa cita seu programa de investimentos, que totalizou R$ 3,8 bilhões no ano passado

Em assembleia realizada hoje, os acionistas da Cemig deram aval ao estouro dos limites de endividamento da estatal elétrica ocorrido 2011.

De acordo com o estatuto social da companhia, a relação entre a dívida líquida e a soma da dívida e o patrimônio líquido não pode ultrapassar os 40%. Além disso, o valor destinado aos investimentos de capital e à aquisição de ativos no ano não deve ser maior que 40% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Em 2011, no entanto, o primeiro indicador chegou a 52,4%, enquanto a parcela do Ebitda voltada para investimentos e aquisições ficou em 71,7%.

No edital de convocação da assembleia, a Cemig destaca que a ultrapassagem dos limites financeiros ocorreu por conta do programa de investimentos da companhia, que totalizou R$ 3,8 bilhões no ano passado, por conta, principalmente, da aquisição da participação dos ativos de transmissão do Grupo Abengoa, no valor de R$ 1,2 bilhão, e dos aportes no setor de distribuição, que somaram R$ 1,2 bilhão.

O “perdão” pelo estouro foi aprovado por unanimidade pelos acionistas presentes, que, de acordo com a ata, representavam “mais de dois terços” das ações ordinárias (com direito a voto) da companhia.

O estatuto da Cemig prevê que, em casos de os limites financeiros serem ultrapassados, o conselho de administração deve convocar assembleia para ratificar o aumento da alavancagem.

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