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Objetivo do governo é solucionar dificuldades enfrentadas pela distribuidora de energia do Pará, a Celpa, que está em processo de recuperação judicial

O governo estuda dividir as operações do Grupo Rede Energia no setor de distribuição de energia entre as opções para solucionar dificuldades enfrentadas sobretudo pela Celpa, distribuidora do Pará que está em processo de recuperação judicial, segundo três fontes com conhecimento do assunto.

Uma das propostas do governo é transferir a Celpa para o grupo que gerencia a Cemar, distribuidora maranhense controlada pela Equatorial Energia, segundo uma fonte do governo. Já parte do grupo que atua no Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais ficaria com a Cemig, disse a fonte.

"Essa é uma das versões", confirmou à Reuters uma outra fonte, que acompanha as negociações.

A fonte no governo disse que essa opção por fatiar o Grupo Rede Energia é a favorita por entender que não causaria prejuízo à população, passando o controle da distribuição para empresas com larga experiência no setor e não para empresas que tenham "pouca ou nenhuma expertise" nessa área.

O acionista controlador do Grupo Rede Energia, Jorge Queiroz Jr., colocou a sua fatia de 54 por cento no grupo à venda no ano passado, mas o processo ficou parado depois que a Celpa entrou com pedido de recuperação judicial no início deste ano.

Existem pelo menos duas empresas que manifestaram interesse em aquisição de participação acionária na Celpa --Equatorial Energia e o fundo de private equity GP Investiments, conforme já informou a empresa distribuidora de energia em comunicado ao mercado no início do mês. Na ocasião, a Celpa ressaltou, no entanto, que não houve apresentação formal de proposta por parte dos investidores.

Além disso, a Laep Investments também já havia dito que poderia fazer oferta pela Celpa.

A Cemig não quis comentar o assunto, mas uma terceira fonte com conhecimento do assunto disse que a empresa mineira, até agora, não apresentou interesse formal pelo Grupo Rede.

A Celpa, que atende o Estado do Pará, entrou com um pedido de recuperação judicial em fevereiro, mencionando deterioração de suas finanças e apresentou no mês passado o plano de recuperação à Justiça do Pará.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters no final de maio, a Equatorial estaria considerando as suas opções na Celpa. Outra fonte disse que a Vinci Partners, empresa liderada por Gilberto Sayão e que controla a Equatorial, está à frente das negociações .

(Reportagem de Leonardo Goy, Tiago Pariz e Anna Flávia Rochas)

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