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"A situação está complicada tanto para o petróleo quanto para os combustíveis", disse um representante da YPF

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A YPF, principal produtora de petróleo e gás da Argentina, está utilizando apenas 80% de sua capacidade de refino por causa de disputas trabalhistas na província de Santa Cruz. Em condições normais, as três refinarias da companhia - que juntas respondem por pouco mais da metade da capacidade total de refino argentina - operariam com força total.

"A situação está complicada tanto para o petróleo quanto para os combustíveis", disse um representante da YPF. Desde meados de abril, mais de 5 mil professores de escolas públicas estão em greve na província de Santa Cruz, exigindo um aumento salarial de 30%.

Membros do sindicato dos professores recentemente invadiram uma usina de desidratação da YPF, que ainda está sem funcionar, segundo a companhia. O governador de Santa Cruz, Daniel Peralta, tentou acabar com a greve decretando um aumento gradual de 25% nos salários, mas o sindicato rejeitou a oferta. Ao mesmo tempo, o governo está questionando a legalidade da paralisação dos professores na justiça.

Além da greve de professores, centenas de trabalhadores do setor petrolífero invadiram recentemente um poço e uma unidade de transporte de petróleo em Las Heras, também em Santa Cruz, complicando as operações da YPF, da Pan American Energy, da China Petroleum e da Chemical Corp na região. A província de Santa Cruz produz 20% do petróleo da Argentina. As informações são da Dow Jones.

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