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Segundo o Instituto do Aço Brasil, a produção deve aumentar em função do aumento da operação da CSA

Bobinas de aço em pátio de siderúrgica: capacidade de produção deve atingir 55 milhões de toneladas
Andre Vieira, iG
Bobinas de aço em pátio de siderúrgica: capacidade de produção deve atingir 55 milhões de toneladas
As vendas de aço devem crescer 18,6% em 2011 e atingir 24,6 milhões de toneladas. Segundo projeções divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Aço Brasil (IABr), a produção de aço bruto deve aumentar 19,8%, atingindo 39,4 milhões de toneladas.

Esse aumento de produção se deve ao aumento da capacidade de operação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, que entrou em funcionamento em 2010, um projeto voltado à exportação aos EUA.

Com isso, as vendas brasileiras de aço ao exterior devem chegar a 12,8 milhões de toneladas, alta de 42,6%, ao passo que as importações devem alcançar 3,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda anual de 42,4% na comparação com 2010, segundo o IABr.

A previsão da entidade, que reúne os fabricantes de aço brasileiro, é que a capacidade de produção do Brasil chegue a 55 milhões de toneladas em 2015, frente as atuais 47,4 milhões de toneladas.

Antes do início do Congresso Brasileiro de Aço, que acontece até sexta-feira  em São Paulo, o presidente do IABr, André Gerdau Johannpeter, disse que a indústria continua sofrendo com o excesso de oferta mundial de aço, calculado em cerca de 500 milhões de toneladas. Segundo ele, citando dados do World Steel Association, as siderúrgicas estão utilizando 80% a 82% da capacidade de suas usinas em operação.

De acordo com a entidade, a tendência em 2011 é o que o Brasil continue importando indiretamente aço em produtos acabados, como autopeças e carros, enfraquecendo a indústria nacional. Em 2010, a entidade projetou que essas importações diretas e indiretas somaram 10 milhões de toneladas.

" A tendência é de algo neste nível ou de alta", disse o presidente-executivo do IABr, Marco Pollo de Mello Lopes. "Isso acontece porque os fatores que estimulam esse crescimento continuam todos ai", afirmou, apontando a guerra fiscal e a valorização do real frente a outras moedas. A associação tem ingressado com medidas judiciais contestando os incentivos à importação de aço. "Estamos pedindo também o aparelhamento dos mecanismos de defesa comercial brasileiro", disse Lopes.

Além disso, a entidade mostrou um estudo em que mostra que o Brasil é o país em que a cobrança de impostos na produção de aço é a maior na comparação com Rússia, China, Turquia, EUA e Alemanha. No caso da produção de bobinas a quente, os tributos pesam 53% dos custos e, na produção de vergalhões, o peso dos impostos é de 47%.

Na projeção dos produtores de aço, o Brasil deverá consumir cerca de 150 quilos e a 200 quilos por habitante em 2015, frente aos atuais 137 quilos por habitante em 2010.

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