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Vendas de importados cresceram 66,2% na comparação anual e representaram 23,5% do total de veículos novos vendidos em maio

A decisão do governo de dificultar a entrada de veículos no país - com a aplicação de licenças não automáticas há quase um mês - não impediu novo avanço das importações de carros em maio. No mês passado, as vendas de importados cresceram 66,2% na comparação anual e chegaram a 74,74 mil unidades - equivalentes a 23,5% do total de veículos novos vendidos em maio .

Em entrevista coletiva à imprensa, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, considerou ainda ser cedo para avaliar os efeitos da medida, mas reconheceu que o crescimento dos importados é significativo. Ao colocar barreiras a um dos principais produtos da pauta de exportações da Argentina com o Brasil, o fim das licenças automáticas foi tido como uma retaliação de Brasília às dificuldades encontradas por produtores brasileiros para despachar suas mercadorias ao país vizinho.

Belini avaliou, no entanto, que a crise comercial não afeta a tendência de livre comércio. Diante do avanço dos carros importados no mercado doméstico e a recuperação irregular nas exportações das montadoras, a Anfavea finaliza um amplo estudo sobre a competitividade do setor, que será encaminhado ao governo junto com propostas de estímulo à indústria automobilística.

Segundo Belini, a entidade está "refinando" o levantamento e pode finalizar o material ainda neste mês. Conforme já havia sido adiantado, o estudo vai abranger todos os elos da cadeia, de forma a identificar onde o Brasil perde capacidade competitiva. Emprego Números de maio apresentados hoje pela Anfavea mostram que as montadoras continuam abrindo vagas de trabalho. No mês passado, a ocupação na indústria automobilística alcançou 141,91 mil empregados, maior patamar desde junho de 1990, quando 142,05 mil pessoas trabalhavam no setor.

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