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De acordo com IBGE, recuo de 11,5% da produção no Paraná e de 1,7% em São Paulo impactaram negativamente o total

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As paralisações nas montadores da caminhões e automóveis explicam os principais desempenhos negativos nos estados brasileiros na passagem de dezembro para janeiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda de 11,5% no Paraná, o maior impacto negativo na taxa nacional, teve relação direta com a menor produção de caminhões e automóveis, segundo o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.

"Mas vale ressaltar que a taxa do Paraná vem de três meses de resultados positivos consecutivos, que acumularam uma expansão de 15,3%", lembrou Macedo. A segunda maior contribuição negativa para a taxa nacional da indústria foi a de São Paulo, que teve queda de 1,7% no mês.

"A queda de São Paulo não foi a maior, mas, devido à importância da indústria do estado no parque nacional, este foi o segundo maior impacto", explicou o gerente do IBGE. "Houve contribuição desses segmentos de veículos automotores, não só da menor produção de caminhões e automóveis, mas também de bens intermediários que ficam dentro dessa cadeia produtiva, como autopeças, motor e chassi".

No Rio de Janeiro, cujo recuo da produção foi de 5,9% na passagem de dezembro para janeiro, também houve impacto da menor produção de automóveis. O estado foi responsável pela terceira maior contribuição negativa no total nacional da indústria no período, que caiu 2,1%. O peso da produção de veículos automotores no Paraná gira em torno de 16%, sendo que, em São Paulo, o peso é de cerca de 12%.

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