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O diretor de Vendas Americas da Vale, Claudio Alves, disse hoje que a companhia pretende aumentar os investimentos em energia, especialmente em tecnologias renováveis, para se tornar uma "empresa verde" até 2015

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O diretor de Vendas Americas da Vale, Claudio Alves, disse hoje que a companhia pretende aumentar os investimentos em energia, especialmente em tecnologias renováveis, para se tornar uma "empresa verde" até 2015. Segundo ele, a Vale vê os investimentos nesse sentido como um diferencial diante da tendência mundial de redução de emissões de gases. "Nos próximos cinco anos, são grandes os nossos desafios. Um deles é investir no controle ambiental e na produção de energia renovável, criando um novo padrão para termos uma Vale verde depois de 2015", disse Alves, em palestra no evento Americas School of Mines, promovido pela consultoria PricewaterhouseCoopers no Rio de Janeiro. Ao dar um panorama sobre o futuro da empresa, Alves citou os cerca de 150 projetos em planejamento pela companhia até 2015, lembrando a diversificação dos investimentos para setores como energia, logística, fertilizantes e siderurgia. No entanto, afirmou que a principal estratégia da empresa continuará sendo a manutenção da liderança na produção de minério de ferro, que responde por mais da metade dos investimentos de US$ 12,9 bilhões deste ano. "A nossa estratégia é manter a liderança em minério de ferro", disse Alves, citando investimentos no aumento da capacidade de produção no Brasil e projetos no exterior, como na ¿?frica. Alves admitiu que a crise interrompeu a trajetória de crescimento no faturamento da companhia (com a redução do Ebitda de US$ 19 bilhões para US$ 9,2 bilhões entre 2008 e 2009). "Em 2010, estamos trabalhando arduamente para recompor a situação de 2008". Alves afirmou que o investimento da companhia em logística no Brasil e nos demais países onde tem operação obedecem à estratégia de expandir a capacidade de distribuição, especialmente para a ¿?sia, onde está o seu principal mercado. Naquele continente, a Vale investe em unidades de pelotização e centros de distribuição, além de renovar sua frota de cargueiros. "Teremos uma frota de navios com capacidade de até 400 toneladas de minério, que serão os maiores navios do mundo". Alves também destacou os investimentos da Vale em carvão, níquel e fosfato, este último visando à produção de fertilizantes. Segundo ele, a empresa está atenta ao crescimento econômico dos países emergentes, que têm crescimento populacional e melhorias na qualidade de vida, que deverá impactar a demanda por alimentos. "A Vale será o principal fornecedor do mercado brasileiro, atendendo à demanda do Brasil e também poderá atender o mundo", afirmou. Indagado sobre a dificuldade de contratar trabalhadores, ele afirmou que a falta de mão de obra especializada é um problema que a companhia enfrenta no Brasil e nos outros países onde tem operações.

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