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Companhia afirmou que volume de 300 mil toneladas de minério de ferro que deixará de ser transportado é pequeno

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A Vale estima que deixará de transportar cerca de 300 mil toneladas de minério de ferro por causa do desabamento de uma ponte ferroviária da estrada de Ferroa Carajás (EFC) no município de Vitória do Mearim, distante cerca de 170 quilômetros de São Luís.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira em um comunicado ao mercado feito pela mineradora brasileira. No comunicado, a mineradora informou que o volume de minério que deixará de ser embarcado é pequeno e que espera compensar com outras operações que tem no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. "A perda esperada no volume de embarques de minério de ferro no terminal marítimo de Ponta da Madeira (MA) é relativamente pequena, de 300.000 toneladas.

Tal redução poderá ser compensada pelo melhor desempenho de embarques em Tubarão (ES), Ilha de Guaíba (RJ) e Itaguaí (RJ).", diz a nota. No entanto, não houve menção aos trens de passageiros, cujas últimas viagens, entre São Luís (MA) e Parauapebas (PA), foram canceladas por causa do acidente. O documento informa ainda que a previsão é de que a ferrovia seja liberada amanhã.

"A Vale tomou todas as providências necessárias para a restauração do tráfego ferroviário e estima que a situação estará normalizada a partir de amanhã, terça feira, dia 20 de março", informou a mineradora. Desde o acidente, na noite de sexta-feira (16), a EFC - que liga o Terminal Portuário de Ponta da Madeira (TPPM), em São Luís às minas da província mineral de Carajás, no Pará - está com tráfego ferroviário interrompido.

Com isso, pelo menos 15 trens de carga e de passageiros deixaram de circular pela ferrovia. O desabamento da ponte ferroviária - que fica no quilômetro 142 da estrada de ferro e distante cerca de 10 quilômetros do perímetro urbano de Vitória do Mearim - ocorreu quando operários que trabalham na duplicação da EFC terminavam de reforçar a estrutura da ponte localizada sobre o rio Mearim, um dos principais cursos d'água do Maranhão.

Os empregados de uma empresa de engenharia contratada pela mineradora trabalhavam na hora em que a ponte ruiu e sete deles ficaram feridos, mas nenhum com gravidade. Todos foram socorridos pela equipe de emergência que estava no local.

Os operários trabalhavam em uma das etapas de duplicação da EFC, projeto que visa permitir à mineradora brasileira produzir cerca de 150 milhões de toneladas anuais em Carajás e escoar esse volume pelo TPPM a partir de 2015.

Com 892 quilômetros, a Estrada de Ferro Carajás é usada para transportar produtos minerais - como níquel, cobre, minério de ferro e manganês - ferro-gusa, grãos, combustíveis e fertilizantes. Segundo o anuário da Agência Nacional de Transportes Terrestre, em 2010 foram transportados cerca de 90 milhões de toneladas em cargas e foram registrados 34 acidentes, que deixaram sete vítimas.

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