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Mineradora é acusada de repetidas violações dos direitos humanos e condições desumanas de trabalho, entre outras coisas

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A mineradora Vale está concorrendo ao nada atraente título de pior empresa do mundo por uma premiação criada desde 2000 pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Bernia, a "Public Eye People's". Também conhecido como o "Oscar da Vergonha", o resultado da votação será revelado durante o próximo Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que acontece entre os dias 25 e 29 de janeiro. Essa é a primeira vez que uma empresa brasileira participa dessa votação.

A Vale disputa o inglório título com a mineradora americana Freeport, o grupo financeiro Barclay's, a empresa sul-coreana de eletrônicos Samsung, a suíça de agronegócios Syngenta e a companhia de energia Tepco, que opera as usinas nucleares de Fukushima no Japão, a mais votada até agora, com 8,5 mil votos. A Vale está em quarto lugar, com 4,3 mil votos.

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A indicação da mineradora é justificada no site da premiação por uma "história de 70 anos manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e pela exploração cruel da natureza.

Os organizadores condenam também o fato de a Vale, em abril do 2011, ter comprado uma participação no Consórcio Norte Energia, responsável pela usina de Belo Monte, no Pará. Procurada, a Vale não se pronunciou sobre a indicação.

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A empresa disponibiliza anualmente um relatório de sustentabilidade, que está disponível no site da companhia na Internet. Para 2012, a companhia prevê investir US$ 1,648 bilhão, sendo US$ 1,354 bilhão na proteção e conservação ambiental, e US$ 293 milhões em programas sociais. A cifra supera a estimativa feita para o ano passado, que era de US$ 1,194 bilhão.

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