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Utilização da capacidade recuou para 82% em abril, o menor patamar desde fevereiro de 2010

A utilização da capacidade instalada na indústria brasileira recuou pelo segundo mês consecutivo em abril, para 82%, o menor patamar desde fevereiro de 2010.

Em março, a utilização da capacidade, considerada um indicador de potenciais pressões inflacionárias, estava em 82,4%. Em abril do ano passado, o nível era de 83,0%.

Os dados, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira, são dessazonalizados.

O recuo na UCI ocorreu paralelamente a um aumento de 4,3% no faturamento real da indústria na comparação com março.

Segundo a CNI, parte desse aumento reflete "efeitos do calendário atípico". É que, neste ano, o Carnaval ocorreu em março, reduzindo o número de dias úteis no mês, e os modelos de dessazonalização não conseguem anular esse efeito inteiramente.

O economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, destacou que, mesmo com um dado relativamente inflado em abril, há uma indicação de moderação. No quadrimestre, o faturamento cresceu 6,5 por cento frente ao ano anterior.

"A indústria cresce em 2011, mas há uma certa perda de ritmo", afirmou, atribuindo o desaquecimento às políticas de aperto monetário e à baixa demanda internacional por manufaturas brasileiras.

As horas trabalhadas na indústria aumentaram 1,5% em abril frente a março, enquanto o emprego recuou 0,1%, após estabilidade em março.

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