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Segundo Anfavea, saldo será negativo em US$ 5,7 bilhões, com a importação de 700 mil veículos

A indústria automotiva brasileira vai fechar o ano com deficit comercial de US$ 5,7 bilhões em 2010, o mais alto na história, segundo dados da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), que compila informações desde os anos 1940.

A estimativa foi feita nesta quinta pelo presidente da associação, Cledorvino Belini, que também preside a Fiat do Brasil. Com o resultado esperado, o saldo comercial será negativo pelo terceiro ano consecutivo, acumulando um deficit superior a US$ 12 bilhões desde 2008.

Balança negativa

Saldo comercial do setor automotivo (Em US$ bilhões)

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Anfavea *estimativa

“Somos um grande mercado para outros produtores, porque a produção brasileira não está acompanhando o crescimento do mercado nacional”, disse o executivo, em palestra durante o Congresso SAE Brasil 2010.

De acordo com o executivo, as importações de veículos vão continuar fortes e alcançarão 700 mil unidades em 2010, quase sete vezes mais do que o volume de compras realizadas cinco anos atrás. Entre 2005 e 2010, as exportações foram reduzidas de 900 mil para 600 mil veículos.

Em 2005, o Brasil exportava 30,7% da produção total, percentual que cairá para 14,6% neste ano. Em contrapartida, as importações, que eram de 5,1% em 2005, vão subir para 18,1%.

Segundo Belini, o real valorizado em relação ao dólar ajuda explicar parte do saldo negativo, mas ele também atribuiu ao elevado custos nos insumos e tributos. “O custo do aço na Coreia representa 40%do que pagamos aqui no Brasil”, disse.

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