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Presidente da Petrobras Biocombustíve prevê que o marco será importante para atrair novos investimentos

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O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, disse nesta segunda-feira que o novo marco regulatório do etanol entrará em vigor ainda em 2011. Rossetto prevê que o marco será importante para atrair novos investimentos. "Com regras públicas, o setor fica mais transparente e mais atrativo para o mercado", disse o executivo ao deixar a primeira plenária do Ethanol Summit, evento sediado na capital paulista sobre o mercado do etanol.

Segundo ele, as políticas públicas são essenciais para que a matriz energética do Brasil continue com uma grande participação em energias renováveis. "Energia é um patrimônio público que precisa estar disponível para toda a sociedade a um preço razoável", disse. Nesse sentido, Rossetto considera positiva a transformação do etanol em um combustível e sua regulação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "Haverá maior coordenação, que é necessário para se obter resultados com maior rapidez", comentou.

O executivo declarou também que o controle da ANP e o marco regulatório levarão a um aumento da expansão do setor, além de medidas que irão garantir a oferta do produto e a estocagem de etanol durante a entressafra. O executivo afirmou ainda que a Petrobras Biocombustível tem US$ 1,9 bilhão para investir em etanol, de acordo com o plano de investimentos da Petrobras já em curso. Os números previstos no novo plano decenal da Petrobras ainda estão sendo estudados, de acordo com ele.

No próximo dia primeiro de julho, a Petrobras Biocombustível e a Guarani inauguram a destilaria da Usina São José, em Colina, no interior de São Paulo. A destilaria irá produzir 100 milhões de litros de etanol por ano. "Este investimento faz parte do esforço da Petrobras em garantir o aumento da oferta de etanol no curto prazo", afirmou.

Além da expansão da produção, Rossetto comentou que o setor precisa se concentrar na verticalização, partindo da pesquisa em tecnologia. "O setor tem grande capacidade de aumentar a produtividade do etanol na mesma área, passando de 7,5 mil para 12 mil litros por hectare", disse ele.

Também está nos planos da Petrobras Biocombustível investimentos em novas rotas tecnologias da cana, como o combustível para aviões e etanol celulósico. Rossetto revelou que até 2015, a Petrobras Biocombustível irá oferecer ao público um etanol celulósico viável comercialmente. A empresa tem uma parceria com a KL Energy para o desenvolvimento do produto. "O grande desafio é o custo, que ainda inviabiliza a operação", disse.

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