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Empresa reverteu prejuízos de 2009 e lucrou R$ 51 milhões nos nove primeiros meses do ano

Após anunciar ontem que teve lucro de R$ 51,088 milhões nos nove primeiros meses deste ano - revertendo o prejuízo de R$ 4,273 milhões de um ano antes -, a fabricante de máquinas e equipamentos Romi soltou hoje projeções que apontam para uma desaceleração no ritmo de crescimento em 2011.

Segundo o presidente da empresa, Livaldo Aguiar dos Santos, a empresa passa por um momento de inflexão para taxas de crescimento "normais", depois de se recuperar do tombo provocado por impactos da crise financeira nos negócios. Nas estimativas da empresa, a receita líquida deverá evoluir dentro de uma faixa de 10% a 20% no ano que vem, após uma expansão de 35% a 40% prevista para 2010.

Até setembro, o aumento de vendas foi de 59,8%, chegando a R$ 482,316 milhões, como resultado da retomada dos investimentos em capital produtivo no país e da maior confiança das empresas em desenvolver novos projetos de expansão de capacidade. Já a margem operacional - referente à geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) - deverá ficar entre 12% e 18% em 2011. Até setembro, essa margem ficou em 15,1% e a expectativa é que feche o ano dentro da banda de 14% a 17%. A meta leva em conta uma pressão sobre os custos em decorrência do acordo de reajuste salarial, que deverá ser refletida a partir do último trimestre deste ano.

A empresa de Santa Bárbara d'Oeste preferiu trabalhar com maior elasticidade em suas metas operacionais para 2011, em razão de dúvidas sobre o ambiente de competitividade no período. As incertezas residem na continuidade durante o próximo governo dos estímulos a financiamentos de bens de capital e no comportamento do câmbio.

A aposta da Romi é de uma cotação média do dólar de R$ 1,70 em 2011, além de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5%. Apesar das pressões sobre a competitividade da indústria brasileira, que levam alguns representantes do setor a falar sobre um processo de desindustrialização no país, a Romi diz que parte do princípio de que vai manter ou mesmo ampliar suas participações de mercado no Brasil e no exterior. "A desindustrialização nos preocupa porque os clientes daqui podem deixar de existir e de comprar nossos produtos. Mas somos players maduros e, se não vendermos aqui, vamos vender em outro local", afirma Santos.

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