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Setor de caminhões adota nova motorização e fábricas de veículos leves dão férias

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O recuo de 30,7% da produção de veículos automotores foi o principal responsável pela queda de 2,1% na produção industrial na passagem de dezembro para janeiro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor de veículos automotores tem um peso de cerca de 11% na formação da taxa geral.

"Houve paralisação quase completa das montadoras de caminhão. A justificativa foi para se adaptar a novos parâmetros de motorização, menos poluentes. Então a parada foi para elas se adaptarem a esse novo padrão, e teve recuo bastante intenso da produção de caminhões", explicou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

A produção de automóveis também apontou recuo em janeiro, com a paralisação em algumas montadoras ou a diminuição do ritmo de produção, devido ao nível de estoque acima do ideal. "Embora tenham mostrado redução nos últimos meses, ainda continuam acima do ideal", completou Macedo.

As peças para veículos também tiveram produção mais baixa em janeiro, devido a paralisações ou a férias coletivas. "O setor de autopeças ao longo de 2011 teve dificuldades devido ao aumento de importações. Mas o resultado de janeiro tem relação com esse baixo dinamismo do setor de automóveis e caminhões", justificou o pesquisador do IBGE. Macedo lembrou que, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a queda na produção de caminhões em janeiro de 2012 ante o mesmo mês de 2011 foi de 75,8%.

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