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No período de 12 meses, entre abril de 2010 e março deste ano, o setor apresentou um leve crescimento de 1,1%

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A produção do setor de indústria gráfica teve queda de 5,2% no primeiro trimestre de 2011 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), divulgados nesta terça-feira. Já em comparação com o quarto trimestre de 2010, a retração foi de 19,6%, puxada principalmente pelos produtos gráficos editoriais (-36,4%).

No período de 12 meses, entre abril de 2010 e março deste ano, o setor apresentou um leve crescimento de 1,1%. Na análise mensal, o setor também apresentou queda em março deste ano ante o mesmo período de 2010: de 12,1%. Já em comparação com fevereiro de 2011, houve um crescimento de 11,4% na produção, puxado, de acordo com a Abigraf, pela expansão sazonal da produção do segmento editorial em março.

O segmento de embalagens apresentou aumento na produção de 10,5% de fevereiro para março deste ano, sendo 14% para embalagens impressas em plástico e 9,8% para impressas em papel. No entanto, de acordo com a Abigraf, esse resultado se deve a aspectos "puramente sazonais", já que ante março de 2010 houve queda de 7,8% (-20,2% para embalagens impressas em plástico e -4,5% para as impressas em papel).

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o segmento apresentou redução de 2,9% e em 12 meses teve aumento da produção de 1,6%. O segmento editorial foi outro que sofreu queda na produção em março. Ante o mesmo mês de 2010 a retração foi de 12,4%. Se comparado o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2010, o declínio foi de 1,5%.

O segmento havia apresentado bons resultados em 2009 (alta de 5,3% no ano) e em 2010 (expansão de 9,1%) por causa da melhora na renda da população e das políticas de compras governamentais. "Entretanto, os dados recém divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o início de 2011 não foi muito bom para este segmento", afirma a Abigraf. Mesmo assim, segundo a entidade, nos últimos doze meses a atividade deste grupo cresceu 6,9%, "resultado muito próximo aos 6,8% verificados na média da indústria em geral".

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