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Empresa já importa petróleo e tenta aumentar oferta de gasolina

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A explosão na demanda por gasolina, etanol e diesel nos últimos dois anos alterou o planejamento de refino da Petrobrás. No primeiro bimestre de 2012, a demanda por gasolina aumentou 32% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados da área de Abastecimento da estatal.

A elevação do patamar preocupa - em 2011, o consumo cresceu expressivos 24% sobre 2010 - e já desperta reação do governo para garantir o abastecimento doméstico.

A mudança radical de cenário forçou uma revisão geral do plano de refino da companhia. De exportadora em 2010, a Petrobras passou a importar gasolina mais cara no mercado internacional para atender ao aumento da frota de carros flex num momento em que o preço do álcool está menos competitivo.

As quatro novas refinarias que devem começar a operar a partir de 2013 - em Pernambuco, Maranhão, Ceará e Rio - não preveem nem um litro sequer de gasolina: 75% da produção serão de diesel e o restante de combustíveis como querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo e nafta.

Além de ampliar a capacidade de produção de diesel nos novos projetos, a Petrobras vai alterar a proporção de processamento de produtos nas refinarias atuais para elevar a oferta de gasolina. Também está empenhada em aumentar sua participação no setor de etanol.

A preocupação ficou evidente ontem, nos discursos da cerimônia de posse da nova diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. O assunto foi abordado por ela e pela presidente Dilma Rousseff.

“A Magda tem de aprofundar e aprimorar a regulação do etanol combustível (...) e assegurar a garantia e a estabilidade do fornecimento, (para) que não haja flutuações que criem instabilidade no setor de combustível no País”, afirmou Dilma. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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