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Cargo receberá atribuições da presidência, mas terá status das demais diretorias

A Petrobras está adotando mudanças em sua estrutura de comando executivo. A ideia é criar uma diretoria corporativa, que responderá por assuntos institucionais e dividirá algumas atribuições as quais cabe hoje ao presidente da estatal. Será a sétima diretoria da Petrobras. A informação foi confirmada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ao iG .

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras: nova diretoria
Fabrizia Granatieri
José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras: nova diretoria

"Há necessidade de adequar a estrutura organizacional da Petrobras aos novos desafios de uma empresa que sai de US$ 5 bilhões de investimentos por ano para US$ 45 bilhões de investimentos”, disse Gabrielli. “Combinar crescimento com aumento da produção exige uma reestruturação de gestão importante.”

O novo diretor terá o mesmo status dos atuais seis diretores executivos da empresa. Hoje, a Petrobras possui a diretoria de Exploração e Produção, a Financeira, a de Gás e Energia, a de Abastecimento, a Internacional e a de Serviços.
Além da criação da diretoria, a Petrobras prevê modificação de outro cargo gerencial. A estatal prevê criar a gerência-executiva de Novos Projetos. Essa função, que responderá a área de Exploração e Produção, terá responsabilidade da gestão de seu portfólio de áreas exploratórias que ainda não entraram em produção.

“Neste momento nós estamos reestruturando a área operacional. Acabamos com as unidades de negócio, criamos as unidades operacionais e estamos separando a gestão da produção da gestão dos novos projetos".

Gabrielli afirmou que a Petrobras está discutindo a possibilidade de alterar a gerência de Desempenho e Estratégia, hoje subordinada à Presidência, em duas: uma apenas para cuidar de Desempenho e a outra, de Estratégia. “Na área de gestão mais corporativa, estamos reestruturando área de estratégia e desempenho”, disse.

“Teremos algumas alterações em termos de separação de funções que hoje estão muito concentradas na presidência e que precisam ser repartidas com outra diretoria que vai cuidar de funções corporativas”, acrescenta.

Mais um tempo

Indagado sobre o futuro de sua carreira, o executivo afirmou que ficará na Petrobras por mais algum tempo se Dilma Rousseff (PT) vencer as eleições e assim o quiser. O presidente Lula manifestou publicamente que é a favor de manter Gabrielli por mais um tempo na Petrobras.

Ele não confirma, mas há quem diga que o economista baiano quer seguir carreira política na terra natal. “A imprensa já me arranjou vários empregos, já me demitiu várias vezes. Só sei que sou professor licenciado da Universidade da Bahia; o resto é especulação”, conclui.

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