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Estimativa inclui entrada em produção de áreas da cessão onerosa e adição de novas áreas de produção

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, confirmou que a produção de óleo da companhia em 2020 deverá atingir 6 milhões de barris por dia, devido à entrada em produção de áreas da cessão onerosa com até 5 bilhões de barris de óleo recuperável e da adição de novas áreas de produção ao portfólio da companhia.

O executivo destacou que o patamar engloba apenas a produção de óleo destinada à estatal, sem considerar os volumes destinados aos parceiros da companhia em blocos exploratórios. Pelo atual Plano de Negócios 2010-2014, em revisão pela companhia, a previsão é de produção de 3,9 milhões de barris de óleo por dia, mas a projeção não considera a cessão onerosa de até 5 bilhões de barris de óleo fechada no ano passado.

"Barbassa [Almir, diretor financeiro] inclui a cessão onerosa e outras áreas que entrarão até 2020. Nossa produção em 2020 deverá ser por volta de 6 milhões de barris de óleo por dia", disse Gabrielli, lembrando que o volume de 6 milhões de barris diários em 2020 foi informado na semana passada por Barbassa.

O presidente da companhia também fez questão de frisar que o atraso na licitação de 21 sondas de perfuração que serão construídas no Brasil não vai causar atrasos no cronograma de exploração da empresa. Gabrielli lembrou que a empresa possui 14 sondas em operação e outras 11 "chegando" nos próximos anos. A licitação dos 21 equipamentos foi anunciada esta semana e as propostas terão que ser entregues até setembro, três meses depois do previsto na primeira licitação, cancelada devido aos preços elevados.

"Três meses de atraso não alteram nada . As sondas devem ser entregues a partir de 2015 e temos sondas suficientes. Apesar de toda a reação internacional que dizia que não faríamos [as sondas no Brasil], estamos tranquilos", frisou Gabrielli. A Petrobras vai afretar as 21 sondas, que deverão ser construídas em estaleiros brasileiros. Cada operador contratado pelos afretadores poderá ficar responsável por, no máximo, cinco das 21 unidades.

O executivo disse que essa licitação tem a vantagem de possuir o balizamento de preços das primeiras sete sondas licitadas, que serão construídas no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, e pertencerão à Sete Brasil.

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