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Estatal brasileira adquiriu 50% dos direitos de dois blocos no litoral oeste da África; Ophir Energy mantém os 50% restantes

A Petrobras adquiriu 50% dos direitos de exploração de dois blocos em uma área marítima no litoral do Gabão, no oeste da África, informa a companhia nesta sexta-feira. A negociação eleva para cinco o número de países no litoral oeste da África onde atua a empresa, que já explora hidrocarbonetos em águas profundas no Oceano Atlântico nos litorais de Angola, Benin, Namíbia e Nigéria.

"A empresa fortalece a sua estratégia de direcionar os esforços em novas fronteiras no exterior para áreas onde o conhecimento, as tecnologias e a experiência operacional da Petrobras representem diferencial competitivo", informa a companhia.

A empresa indicou que pode transferir sua experiência em águas profundas do Oceano Atlântico a áreas similares da costa oeste da África. A Petrobras terá a metade dos direitos sobre os blocos Ntsina Marin e Mbeli Marin, com uma área de 6.683 quilômetros quadrados e localizados na Bacia Costeira do Gabão, onde a profundidade do mar chega a 2,4 mil metros.

A empresa comprou essa participação da empresa Ophir Energy, com sede no Reino Unido, operadora das duas áreas, responsável por manter os 50% restantes. "A Petrobras assume obrigação de executar um programa mínimo de trabalho, que compreende a aquisição de 2 mil quilômetros quadrados de sísmica 3D", segundo o comunicado divulgado pela empresa.

A nota divulgada pela Petrobras indica que a operação ainda depende da aprovação do Governo do Gabão. A companhia informou que a região onde ficam as áreas adquiridas conta com estruturas geológicas comparáveis às áreas que a Petrobras explora do outro lado do Atlântico, no litoral brasileiro.

"A aquisição dos blocos está alinhada ao Plano Estratégico da Petrobras até 2020, que inclui o objetivo de contribuir para o descobrimento e a apropriação de reservas no exterior; além de intensificar a avaliação do potencial exploratório principalmente da seção pré-sal ao longo das bacias do Atlântico", diz a nota.

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