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Escândalo de fraudes contábeis encobriu prejuízos por 13 anos

Atendendo a um pedido da autoridade do mercado aberto do Japão, o Ministério Público local indiciou oficialmente hoje a Olympus – fabricante japonesa de equipamentos médicos e fotográficos – e mais seis pessoas supostamente envolvidas no escândalo de fraudes contábeis da companhia que encobriu prejuízos de cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 2,65 bilhões) nos últimos 13 anos. Essa é a primeira vez que as autoridades locais pedem a abertura de um processo criminal no caso.

Entre os indiciados estão Tsuyoshi Kikukawa, ex-presidente da Olympus, Hisashi Mori, ex-vice-presidente executivo, e Hideo Amada, ex-auditor da companhia. Há três semanas, os três executivos foram presos sob suspeita de violação dos Instrumentos Financeiros do Japão e da Lei Cambial, juntamente com outras quatro pessoas envolvidas no escândalo.

Acusado de falsificar demonstrações financeiras da Olympus, o grupo de executivos indiciados inclui ainda três conselheiros que supostamente ajudaram a Olympus a esconder suas perdas no período em questão. Se for considerada culpada no caso, a companhia pode enfrentar uma multa de até 1,4 bilhão de ienes (US$ 17,2 milhões ou R$ 30 milhões), informou o jornal americano The Wall Street Journal. Cada acusado, por sua vez, pode pegar até 15 anos de prisão ou estar sujeito a uma multa de até 15 milhões de ienes (US$ 184,8 mil ou R$ 325 mil).

A Olympus divulgou comunicado hoje afirmando que recebe o indiciamento com a maior seriedade e que continuará a fazer todos os esforços para melhorar seus sistemas de governança corporativa. A companhia aproveitou a oportunidade para pedir desculpas a acionistas, investidores, parceiros de negócio, clientes e todas as partes envolvidas pelos inconvenientes causados no escândalo.

(Moacir Drska)

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