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Secretário da Fazenda confirma intenção de reduzir o IPI para automóveis fabricados no País

O novo regime para incentivos ao setor automotivo vai além da exigência de conteúdo nacional: é uma política para "desenvolvimento estratégico, no Brasil, de tecnologia e investimentos em pesquisa e desenvolvimento", disse ontem o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, ao confirmar a intenção de reduzir o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis fabricados no país.

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A diminuição seria feita de acordo com uma tabela de pontos, relativos aos compromissos das montadoras com investimentos e inovação no país, além de maior eficiência no uso de combustível — conforme noticiou, na edição de hoje, o Valor.

"Tem um sistema com vários indicadores, que, no fim, serão analisados num sistema de pontos que dará direito a certa desoneração", explicou. O governo pretende exigir um investimento mínimo de 1% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento às empresas beneficiadas por redução do IPI. "Estamos ainda fechando os números; a equipe técnica discutirá com o setor, hoje ou amanhã", informou.

No limite, as empresas com maior pontuação não terão de pagar IPI sobre seus automóveis vendidos no país, a partir de 2013, quando começará a valer o novo regime.

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