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Alessandro Teixeira, do Mdic, diz em entrevista em vídeo ao iG que 25 setores terão políticas de incentivo específicas

O governo vai lançar nos próximos meses uma série de medidas de estímulo para a competitividade da indústria brasileira. As metas não são apenas defender o mercado interno da concorrência estrangeira, mas também aumentar seu potencial exportador.

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Um dos principais articuladores dessas mudanças é o secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira. Em entrevista à TViG , Teixeira conta que 25 setores terão políticas específicas a partir do próximo mês e que as linhas de financiamento para as empresas podem passar por reavaliações, com novos instrumentos mais modernos de crédito.



Segundo Teixeira, as empresas brasileiras têm sido prejudicadas, por exemplo, quando uma empresa estrangeira oferece uma máquina por aqui com carência de um ano para pagar. “Hoje o mercado brasileiro trabalha no limite com prazos de 30, 60 e 90 dias e chegar aqui com prazo de 360 dias é uma afluxo de capital, do ponto de vista do fluxo de caixa de uma empresa, inacreditável.”

Teixeira refuta a tese de desindustrialização do País, mas reconhece que alguns setores passam por uma situação crítica, levando a indústria a perder espaço para o setor de serviços.

No setor automotivo, o secretário comemora que o Brasil tem conseguido atrair montadoras como JAC Motors , Hyundai , Nissan-Renault e Mercedes-Benz . “Não vamos ter ações na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra (os incentivos para montadora), como muitos dizem, porque é uma questão interna.”

Ele completa que, atraindo-se essas empresas e aumentando a concorrência interna no mercado interno – em vez de importar –, será possível baixar o preço do veículo no Brasil.

O secretário-executivo do Mdic, que já foi cotado para assumir a nova Secretaria das Micro e Pequenas Empresas, conta que o governo propositalmente tirou a urgência da criação da nova Pasta, mas que em 2012 ela deve ser mais discutido, cumprindo-se a promessa de campanha da presidenta Dilma Rousseff.

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