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Análise da FGV indica que, em outubro, dos 14 setores pesquisados na sondagem, oito estavam super estocados

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A conjugação de medidas de cunho fiscal para segmentos específicos da indústria de transformação com a redução da taxa Selic foi determinante para a diminuição do nível de estoques da indústria em janeiro, segundo o coordenador da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloisio Campelo.

O indicador geral de nível de estoques, de acordo com a pesquisa, feita com 1.204 empresas entre os dias 2 e 27 deste mês, caiu 2,7%, de 108 pontos em dezembro para 105,1 pontos em janeiro, numa escala de 0 a 200 pontos. "A evolução é bem clara, mas é mais clara agora em janeiro", avaliou Campelo. Para ele, há medidas fiscais ajudando alguns segmentos específicos, mas há também a redução dos juros ajudando a indústria de transformação como um todo.

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No segmento de transportes, onde prevalece a indústria automobilística, que recebeu o benefício do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados, com menos de 65% de conteúdo nacional, apenas 1,7% das empresas estava com estoques líquidos excessivos em janeiro. Outro indício de melhora na condição dos estoques da indústria de transformação é a comparação com os números de outubro de 2011, quando, segundo a FGV, se deu o pico dos estoques excessivos no setor.

Para a comparação, sem adoção de critérios específicos, Campelo considerou como super estocados segmentos com estoques superiores a 10%. Nesta análise, percebe-se que em outubro do ano passado, dos 14 setores pesquisados na sondagem, oito estavam super estocados. Agora, em janeiro, apenas três (farmacêutico, têxteis e moveleiro) apresentaram estoques acima do desejado.

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Campelo lembrou que os oito segmentos que estavam super estocados em outubro respondiam por 40% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação do País. Em janeiro, os três setores com estoques superiores ao desejado são responsáveis por apenas 5,7% do PIB da indústria.

Há ainda segmentos, como o de bens de capital, que estão com estoques elevados, mas caminhando para o equilíbrio, avaliou o coordenador da sondagem. De outubro para janeiro, o segmento de bens de capital, por exemplo, viu seu nível de estoque aumentar de 3,7% para 9,1%, mas abaixo da média histórica de 10,4%.

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