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A visita ao campo de Tupi hoje foi o sexto compromisso oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês de outubro em que prestigia a Petrobras

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A visita ao campo de Tupi hoje foi o sexto compromisso oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês de outubro em que prestigia a Petrobras. Lula segue, assim, a estratégia de defesa da estatal adotada pela campanha da candidata petista Dilma Rousseff à Presidência da República, que associa o adversário José Serra (PSDB) à ampliação das privatizações iniciadas no governo Fernando Henrique Cardoso. Levada ao centro da disputa presidencial, especialmente no segundo turno, a Petrobras sempre esteve na agenda do presidente, mas a atenção à estatal aumentou em 2010.

De janeiro até agora, Lula participou de 18 compromissos relacionados à empresa de petróleo. Em 2009, foram 13 programações relativas à Petrobras. Em 2008, o número chegou a 20 e em 2007 foram 16. O levantamento foi feito na agenda de viagens nacionais do presidente, no site do Palácio do Planalto, e no portal de notícias da Petrobrás.

No último dia 7 de outubro, Lula assistiu ao batismo da plataforma P-57, em Angra dos Reis (RJ), e visitou o sofisticado centro de pesquisa de alta tecnologia da estatal, em associação com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No dia 18, inaugurou novas unidades da Refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (SP), e, na capital paulista, lançou o Programa Petrobras Esporte e Cidadania. No dia 21, inaugurou o Polo Naval Rio Grande (RS), onde serão construídos cascos e plataformas da empresa.

Hoje, depois da visita à plataforma e do discurso aos técnicos embarcados, o presidente participou de uma solenidade na Base Aérea do Galeão (RJ), que reuniu diretores e gerentes da estatal. Em mais um discurso, Lula ironizou o fato de, segundo ele, "um litro de gasolina ser mais barato que uma garrafa de água". "Está na fase de a Petrobras entrar na era da água", disse Lula, rindo do governador Sérgio Cabral (PMDB), que apelidou a empresa fictícia de "Petroágua".

O presidente disse que chegou a duvidar da capacidade de a empresa explorar o pré-sal em curto prazo, quando foi comunicado da descoberta do petróleo naquela camada, em 2006, pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Lula também lembrou quando um diretor de uma subsidiária da estatal disse que deixaria a empresa, apesar do salário de R$ 26 mil, porque seria contratado por uma multinacional. "A gente acha que R$ 26 mil ou R$ 30 mil é muito, mas não se for medido com os salários das multinacionais", comparou.

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