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Resultado anual da siderúrgica também despenca 74%, para R$ 404,1 milhões

A maior produtora de aços planos do Brasil, Usiminas, encerrou o quarto trimestre com forte queda no lucro líquido e com um resultado operacional fraco, mas praticamente em linha com o esperado pelo mercado.

A empresa, que há vários meses vem trabalhando para melhorar sua competitividade num cenário de pressão de preços de aço causada por importações e desaceleração da economia, informou que o resultado foi afetado por menores vendas e custos maiores em relação ao terceiro trimestre.

"O custo por tonelada vendida na siderurgia no trimestre foi maior em 2%, mostrando que ainda há pressão dos custos, principalmente de matérias-primas e mão de obra, este último decorrente de acordo coletivo", afirma o balanço a companhia.

No ano, o lucro caiu 74% para R$ 404,1 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 11,902 bilhões, montante 8% menor que do ano anterior.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 218 milhões, recuo de 34,3% sobre o resultado obtido um ano antes e de 36% sobre o terceiro trimestre. A margem na comparação anual recuou de 10,8 para 7,7%.

A média de seis previsões de analistas obtidas pela Reuters apontava para um Ebitda de R$ 225,3 milhões e uma margem de 8,1%.

Por unidade de negócio, a área de mineração da Usiminas apresentou o melhor desempenho do grupo, com Ebitda de R$ 129 milhões, praticamente igual ao apurado um ano antes, e margem de 54%.
Já a área de produção de aço viu sua geração de caixa cair de R$ 108 milhões no quarto trimestre de 2010 para R$ 74 milhões no final de 2011, com margem de 3%.

A empresa, que destinou 85% das vendas ao mercado interno, contra 68% um ano antes, viu queda de vendas em uma série de produtos no comparativo anual, com destaque para laminados a frio, que recuaram cerca de 33%, para 298 mil toneladas.

Queda no lucro

A última linha do resultado da Usiminas mostrou lucro líquido de R$ 77 no quarto trimestre, uma queda de 72,5% sobre o obtido um ano antes e de 50% na comparação com o período de julho a setembro de 2011.

Desde janeiro a Usiminas conta com um novo diretor-presidente, o argentino Julián Eguren, depois que o grupo Techint anunciou em novembro a compra de participação de 27,7% no capital votante da companhia.

No balanço, o executivo, que desde que assumiu a empresa tem evitado declarações à imprensa, afirma que "no momento, temos que nos concentrar em devolver a eficiência e a competitividade da Usiminas, toda a energia está focada neste objetivo."

E depois que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou apenas 0,3% em 2011, após crescer 10% sobre 2010, a Usiminas espera um 2012 de início de recuperação da indústria.

* Com AE e Reuters

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