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"Até 2015, queremos estar entre os cinco maiores players no Brasil", diz presidente da NC2 Global, nome da nova empresa

A NC2 Global - joint venture da Caterpillar e da Navistar International na fabricação de caminhões - anunciou hoje sua chegada ao Brasil com ambiciosos planos de instalar uma fábrica no país e estar entre as cinco maiores empresas no mercado desse veículo, dentro dos segmentos médio a pesado.

Em apresentação dos planos da empresa a jornalistas, Al Saltiel, presidente da NC2, comentou que os estudos relacionados à nova planta estão em estágio avançado e o local da unidade deverá ser definido em um prazo de seis a sete meses.

A planta vai montar caminhões tanto marca International como da marca Cat. "Escolhemos o momento correto para começar (a operação brasileira)", disse o executivo, referindo-se ao potencial de crescimento do país na esteira de investimentos previstos com a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, além da demanda criada a partir da exploração de petróleo no pré-sal.

Para começar, sem incluir a nova planta, os investimentos previstos no Brasil são de aproximadamente US$ 200 milhões. Parte desse montante, US$ 10 milhões, vai para a expansão da unidade produtiva da Navistar já existente em Caxias do Sul (RS), em um espaço alugado na fábrica da Agrale nessa cidade.

Já no próximo mês, a marca International, após oito anos, volta a ser negociada no mercado brasileiro, com o modelo pesado 9.800. Na sequência, no início de 2011, começam as vendas do modelo semi-pesado Durastar.

Os novos modelos da Caterpillar - menos pesados do que os atualmente negociados pela empresa no Brasil - só devem ser trazidos pela NC2 no segundo semestre de 2012. A distribuição será feita por uma rede de revendas que deverá crescer de dez para 30 pontos de venda até o fim do ano que vem.

Um dos grupos revendedores, a Marcosa, vai representar tanto a marca Cat, quando a marca International. O objetivo da NC2 é aproveitar o crescimento do mercado de caminhões nos segmentos em que atua. Nas contas da empresa, esses segmentos deverão dobrar de tamanho até 2015.

Num prazo de cinco anos, a joint venture acredita que poderá tirar US$ 1 bilhão em vendas no Brasil, um quinto do resultado global previsto em igual período. Vale apontar que a empresa atua fora da América do Norte e da Índia. "Até 2015, queremos estar entre os cinco maiores players no Brasil", disse Saltiel. Só em 2011, a meta é vender entre 1,2 mil e 1,3 mil caminhões no País.

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