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Em dez dias, página da CNI atrai cerca de 200 fornecedores; quantidade era esperada para todo o primeiro mês

O site de compras coletivas exclusivo para a indústria lançado no final de maio pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Clube Indústria de Benefícios, tem dado retorno acima do esperado. Em dez dias, os organizadores bateram a meta de conseguir 200 colaboradores em um mês. Entre eles, estão empresas como Totvs, Serasa, Submarino e Ibmec. 

Mais da metade dos contratos, no entanto, ainda está em avaliação, ou seja, as empresas interessadas procuraram a CNI, mas ainda não fecharam um anúncio porque estudam um modelo de oferta.

Essa escolha é a maior dificuldade dos anunciantes. “Por ser um modelo novo de negócios, o primeiro do mundo voltado somente para a indústria, os fornecedores ainda não sabem direito como trabalhar e cerca de 80% adiaram a data de lançamento do anúncio”, conta o gerente executivo de relações de trabalho da CNI, Emerson Casali.

Além de descontos, os anunciantes podem oferecer serviços exclusivos ou condições de entrega especiais. Há também a opção de ofertar um produto de graça por alguns meses, como em uma degustação, ou para lançá-lo no mercado. “As possibilidades são muitas e não há um modelo fechado ”, explica Casali.

Segundo ele, essa é a primeira iniciativa no mundo de uma entidade de representação industrial se aventurar pelo mercado de compras coletivas. Esse modelo de negócios já está consolidado no varejo brasileiro, em que anunciantes chegam a esperar meses para colocarem ofertas no ar. 

A diferença é que nos sites de compra coletiva do varejo o consumidor escolhe o produto, paga online e finaliza a compra pela internet. No modelo de compra escolhido pela CNI, conhecido como B2B (Business to Business), o comprador imprime o cupom que encontra no site e negocia diretamente com o anunciante por meio do um call center ou em suas lojas.

Por causa disso, a CNI ainda não tem estimativas de quantos negócios já foram fechados. Mas estuda uma maneira de programar um contador de cupons impressos e um indicador de que tipo de promoção funciona melhor.

O que a CNI já sabe é que os principais compradores são pequenos e micro empresários. Eles correspondem a 580 mil empresas representadas pela Confederação e 94% do mercado nacional.

A ideia é que eles consigam no site descontos a que não teriam acesso normalmente por comprarem em pequenas quantidades. “Empresas grandes já negociam bons descontos, mas as pequenas não têm poder de barganha e não teriam no mercado os descontos que são oferecidos no site. O ganho delas é imediato e tangível”, afirma Casali.

Por enquanto, as empresas não pagam para anunciar. Para o fornecedor, a vantagem está na possibilidade de entrar em contato com clientes em potencial sem custo nenhum. “Há oportunidade de interagir com outras empresas e gerar novas parcerias”, diz Cristina Côrrea, gerente de marketing de uma empresa de venda e manutenção de softwares que oferece 50% de desconto na ativação de seus serviços por meio do site.

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