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Setor quer que governo ajude a indústira de transformação a enfrentar o que chamam de "desindustrialização do país"

Vários setores da cadeia de aço brasileira se aliaram para cobrar do governo medidas que contenham importações e ajudem a indústria da transformação a melhorar sua competitividade e a enfrentar o que chamam de desindustrialização do país.

Entidades nem sempre muito aliadas como Instituto Aço Brasil (IABr), das usinas siderúrgicas, Sindisider (da distribuição de aços planos) e Abimaq (de máquinas e equipamentos) devem se reunir com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, na próxima segunda-feira, com uma pauta que inclui também a unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

Segundo o Sindisider, a importação indireta de aço pelo Brasil, na forma de produtos acabados como automóveis e máquinas, disparou 113,6%  em 2011. A produção nacional de aço bruto, enquanto isso, subiu 6,8%, para 35 milhões de toneladas.

Além das três entidades, o encontro de segunda-feira reunirá representantes dos setores elétrico e eletrônico (Abinee), construção metálica (ABCEM), fundição (Abifa), aço inoxidável (Abinox), tubos (Abitam), ferroviário (Simefre) e da indústria plástica (Abiplast).

"Quando pega fogo na floresta, todo mundo corre junto. Estamos hoje com fogo na floresta. Ninguém está preocupado se aço está barato ou caro. A desinsdustrialização está muito forte", afirmou o presidente do Sindisider, Carlos Loureiro.

"Hoje há sentimento geral de que já se percebe, tanto o governo, quanto os agentes econômicos, que não existe um choro generalizado (...) Hoje está muito claro que estamos vivendo um problema", disse Loureiro.

Ele lembrou que em 2011 a indústria de transformação cresceu parco 0,1 por cento, enquanto a produção de veículos no Brasil expandiu 0,7 por cento "porque de cada quatro carros vendidos no Brasil no ano passado, um foi importado".

A reunião acontecerá em meio à desaceleração da indústria brasileira, cuja produção caiu 2,1 por cento em janeiro ante dezembro, na maior redução mensal desde dezembro de 2008. O encontro também ocorre perto da divulgação pelo governo de medidas de incentivo à indústria, em complementação ao chamado Plano Brasil Maior, lançado no ano passado.

Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reúne com representantes de quatro outros setores industriais - têxtil, moveleiro, autopeças e aeroespacial- para discutir medidas de desoneração da folha de pagamento.

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