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Foi registrado um acidente a cada 2,7 milhões de voos no ano passado. Resultado é 39% melhor em comparação com 2010

Avião é visto decolando da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo
AE
Avião é visto decolando da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo
Viajar de avião nunca foi tão seguro. Segundo levantamento feito pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o índice de acidentes envolvendo aeronaves feitas no Ocidente foi o menor da história em 2011.

A taxa de acidentes global foi de 0,37 no ano passado, o que significa um acidente para cada 2,7 milhões de voos. O resultado representa melhora de 39% em comparação com 2010, quando a taxa de acidentes ficou em 0,61, ou um acidente a cada 1,6 milhão de voos.

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Segundo a Iata, a América Latina e Caribe também registraram recuo no índice de acidentes no ano passado (1,28) em comparação com 2010 (1,87). Ainda assim, o resultado é quase 3,5 vezes pior que a média global.

O levantamento da Iata considera casos em que a aeronave ficou destruída ou substancialmente danificada, sem ter sido recuperada por diversas razões, incluindo decisão financeira do proprietário.

“A segurança no ar é a prioridade número um da indústria de transporte aéreo”, afirmou em nota Tony Tyler, CEO da Iata. “Em resultado, voar é uma das coisas mais seguras que uma pessoa pode fazer”, diz o executivo.

Em 2011, 2,8 bilhões de pessoas voaram em segurança em 38 milhões de voos, informa a Iata. Foram registrados 11 acidentes envolvendo aeronaves feitas no Ocidente, dos quais cinco tiveram vítimas fatais. Em 2010, foram registrados 17 acidentes, sendo que oito resultaram em mortes.

Quando se consideram todos os tipos de aeronaves, incluindo as construídas no Oriente, o número de acidentes chega a 92 em 2011, com 22 casos de vítimas fatais. Já em 2010 foram registrados 94 acidentes, dos quais 23 resultaram em mortes.

Segundo a Iata, os acidentes aéreos provocaram 486 mortes em 2011, ante 786 em 2010. “Cada acidente é muito grande e cada fatalidade é uma tragédia humana. O objetivo final de zerar os acidentes mantém todo o setor aéreo envolvido em construir uma indústria cada vez mais segura”, diz Tyler.

Brasil tem mais acidentes

Um relatório divulgado nesta semana pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) mostra que o número de acidentes aéreos no Brasil aumentou 41% no ano passado, para um total de 156 casos de diferentes proporções, maior número desde 2001. Em 2010, houve 110 acidentes.

Do total de ocorrências registradas em 2011, 130 ocorreram com aviões e 26 com helicópteros. Os acidentes provocaram um total de 90 mortes. Em 2012, o Cenipa já registrou um total de 15 acidentes aéreos, com seis vítimas fatais.

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