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Montadora teve queda de 52% no lucro operacional de janeiro a março; a produção foi paralisada na segunda metade de março

A Honda Motor informou nesta terça-feira que prevê uma queda maior que a esperada, de 65%, no lucro operacional deste ano, enquanto luta para se recuperar do terremoto que atingiu o Japão em março.

Assim como outras montadoras japonesas, a Honda tardou a divulgar previsões financeiras devido a incertezas sobre quando o fornecimento de peças seria restabelecido após o desastre que devastou o país.

No final de abril, a companhia registrou queda de 52% no lucro operacional de janeiro a março, depois que a produção foi paralisada na segunda metade de março.

"Os números são bastante ruins", disse Koichi Ogawa, gerente de portfólio na Daiwa SB Investments, em Tóquio. "Eles são muito conservadores e (os números) vieram bem abaixo do que os analistas esperavam".

A dificuldade em obter centenas de peças levaram a Honda a adiar em três meses o lançamento do novo modelo Fit Shuttle. O veículo, que terá uma opção híbrida, está sendo apresentado esta semana para concorrer com o Prius Alpha, da Toyota.

Mais preocupante ainda é a perda com potenciais vendas do Civic no mercado norte-americano, após lançamento limitado em abril. A montadora afirmou que não retomaria a produção total do modelo mais vendido até depois de meados de setembro.

A terceira maior montadora do Japão informou nesta terça-feira que prevê lucro operacional de 200 bilhões de iens (US$ 2,49 bilhões) no ano fiscal até 31 de março de 2012, menos da metade da estimativa do mercado de 407,2 bilhões de iens, segundo pesquisa da Reuters com 20 analistas.

A empresa espera que o lucro líquido, que inclui ganhos na China, recue em 63%, para 195 bilhões de iens.

O aumento dos preços de matérias-primas e um custo estimado em 40 bilhões de ienes para reparar danos às fábricas também devem pressionar os ganhos deste ano, segundo a Honda.

A companhia acrescentou esperar que a produção no Japão esteja "quase normalizada" no final deste mês, enquanto em outros mercados isso deve ocorrer entre agosto e setembro.

A montadora projeta vendas de 3,3 milhões de veículos no atual ano fiscal, 6% menos que no ano anterior, com uma queda de 10,8% na América do Norte.

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