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A greve nas minas de Saraji e Norwich Park será repetida na quarta-feira e no sábado em outras quatro minas da empresa

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As operações de carvão coque da BHP Billiton no nordeste da Austrália foram afetadas pela primeira greve em quase uma década depois que mais de 400 trabalhadores paralisaram suas atividades no primeiro de uma série de protestos que provocarão mais distúrbios na produção de carvão da Bacia Bowen, rica em recursos naturais.

A greve nas minas de Saraji e Norwich Park será repetida na quarta-feira e no sábado pelos trabalhadores em outras quatro minas controladas pela BHP e sua parceira Mitsubishi Corp. no Estado de Queensland, disse Stephen Smyth, presidente distrital do Sindicato de Construção, Produtos Florestais, Mineração e Energia (CFMEU, sigla em inglês).

"O comparecimento (dos grevistas) foi enorme. Acredito que tenha havido um impacto nas operações da BHP", destacou Smyth. A BHP, por meio de sua aliança com a Mitsubishi na Bacia de Bowen, é a maior exportadora mundial de carvão coque, utilizado na produção de aço, mas ainda se recupera das chuvas de monção que inundaram as minas em toda a região no início do ano e reduziram a produção.

Trabalhadores de uma sétima mina, Broadmeadow, chegaram a um acordo trabalhista com a empresa em meados de maio. Na semana passada, os sindicatos rejeitaram uma oferta da empresa para realizar uma reunião paga de uma hora durante o horário de trabalho, e Smyth disse que era necessário mais tempo.

Os sindicatos exigiram igualdade de remuneração entre os trabalhadores temporários e os funcionários fixos e a participação de seus representantes nos processos de recrutamento, entre outras coisas, e disseram que querem esses problemas resolvidos antes de negociar salários. A aliança da BHP com a Mitsubishi ofereceu um aumento de 5% no pagamento anual dos trabalhadores e afirmou que pagaria um bônus único de 5 mil dólares australianos se os trabalhadores não concordassem com a greve.

Os trabalhadores sindicalizados das minas da BHP representam menos da metade da força de trabalho, que inclui cerca de 1.500 empregados não sindicalizados e 5 mil trabalhadores contratados. Um porta-voz da BHP afirmou que a companhia vê as greves como prematuras, uma vez que as negociações estão em andamento. As informações são da Dow Jones.

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