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Plano da montadora é reduzir suas despesas no continente em US$ 333 milhões; plano prevê demissão de 8,3 mil pessoas

A Opel, subsidiária europeia da General Motors (GM), conseguiu firmar acordos com sindicatos de trabalhadores no Reino Unido e na Alemanha para congelar salários por dois anos. A estratégia abre caminho para uma reestruturação da montadora, que estava bloqueada há meses, garantindo crédito para países europeus onde possui unidades de produção.

O sindicato dos trabalhadores da Vauxhall assinou um acordo com a Opel/Vauxhall, nesta sexta-feira, concordando com um congelamento salarial para funcionários das fábricas de Ellesmere Port e Luton, na Inglaterra. A empresa já havia fechado uma negociação com trabalhadores da Alemanha para congelar seus salários até 2012. Naquele país, a empresa também pretende modernizar o centro técnico de Ruesselsheim e desenvolver produtos como um carro popular mais simples do que o modelo Corsa.

O plano da montadora é reduzir suas despesas em 265 milhões de euros (US$ 333 milhões) na Europa. Somente no Reino Unido, a companhia espera economizar 26,5 milhões de euros. O plano ainda envolve o corte de 8.300 postos de trabalho de um total de 50 mil na Europa. A reestruturação da Opel demandará um investimento de 1,9 bilhão de euros.

A GM pediu que os países europeus com unidades da montadora colaborem com um total de 1,8 bilhão de euros em garantias públicas.

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