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Perto de completar 100 anos, modelo preferido dos presidentes dos EUA ganhará novo fôlego nos negócios da montadora

Depois de deixar para trás a pior fase da crise que a assolou, a Ford prepara um novo fôlego para o Lincoln, sua quase centenária linha de automóveis de luxo. Ainda neste ano, a montadora começará o trabalho de reposicionar o Lincoln, dando a ele uma identidade muito mais ligada à alta tecnologia, de acordo com o diário The Wall Street Journal .

Novas versões do MKS e do MKT, dois dos modelos que atualmente fazem parte do portfólio da marca, serão apresentadas em novembro e devem chegar ao mercado no primeiro semestre de 2012. Para o MKS, está previsto um design mais suave e sistemas inteligentes de suspensão e de controles internos.

Ao contrário do ocorrido com a Mercury, a Lincoln nunca foi tirada de linha pela Ford. Mas, com a crise vivida pela Ford - e, em um espectro mais amplo, por toda a indústria automobilística dos Estados Unidos -, ela perdeu espaço. Há uma década, seus automóveis lideravam o segmento de luxo no país e eram os preferidos dos diretores de Hollywood. Mas, nesse período, a marca foi atropelada por nomes como BMW, Audi e Mercedes-Benz, que adicionaram modelos a seus portfólios. A Lincoln, ao contrário, apenas robusteceu modelos que ela anteriormente vendia como veículos com a marca Ford.

A revigorada do nome Lincoln é também um aceno para a história política norte-americana. De Calvin Coolidge, que governou entre 1923 e 1929, a George Bush pai, com mandato entre 1989 e 1993, todos os presidentes do país usaram um automóvel da marca. Foi a bordo de um Lincoln Continental customizado que John Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963.

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